Por Izabela Holanda, diretora da IH Consultoria e Desenvolvimento Humano
Em um cenário corporativo mais dinâmico e desafiador, as empresas têm investido significativamente em programas de desenvolvimento de lideranças. Esses programas não apenas capacitam os líderes para tomar decisões estratégicas e inspirar suas equipes, mas também promovem a criação de um ambiente organizacional saudável e motivador. Estudo da Deloitte aponta que 70% do engajamento de uma equipe depende de seu líder direto, e que a falta de um bom líder pode resultar na perda de talentos, com oito em cada dez funcionários deixando uma empresa por conta do comportamento de suas lideranças.
O investimento em capacitação de líderes é visto como um dos mais eficazes no crescimento das organizações. Empresas que apostam em seus líderes têm três vezes mais chances de encantar os clientes e alcançar metas financeiras. Além disso, têm maior facilidade para se adaptar às mudanças e um ambiente propício à inovação e à atração de talentos.
De acordo com dados recentes publicados por Josh Bersin, 85% dos executivos entrevistados acreditam que o desenvolvimento da liderança é fundamental para o sucesso de suas organizações. Além disso, 60% afirmam que esse tipo de programa contribui diretamente para o aumento da produtividade e da inovação nas empresas. Um estudo realizado com empresas que implementaram programas de liderança revelou que 75% delas experimentaram uma melhora significativa nos resultados financeiros, destacando ainda o impacto positivo no engajamento dos colaboradores.
A implementação de programas de liderança eficazes também é um forte atrativo na retenção de talentos. Profissionais que percebem um alto nível de desenvolvimento e oportunidades de crescimento dentro da empresa têm mais chances de permanecer e contribuir com o sucesso organizacional.
Um fenômeno recente, alinhado a essa transformação no modelo de liderança, é a emergência da função de Diretor de Felicidade. Esse cargo surge como um reflexo da crescente preocupação com o bem-estar dos colaboradores. O Diretor de Felicidade é responsável por criar estratégias que promovam um ambiente de trabalho positivo, equilibrado e saudável, além de garantir que as práticas da empresa estejam alinhadas com as necessidades emocionais e motivacionais da equipe. Este movimento reflete a compreensão de que o sucesso organizacional depende diretamente da felicidade e bem-estar de seus colaboradores.
Investir em líderes capacitados, que compreendem a importância do engajamento emocional das suas equipes, torna-se, portanto, uma estratégia crucial para empresas que buscam não apenas sobreviver, mas prosperar em um mercado altamente competitivo. O desenvolvimento de liderança vai além da aquisição de habilidades técnicas, sendo fundamental para a construção de uma cultura corporativa sólida e inovadora, onde o equilíbrio entre a performance e o bem-estar dos colaboradores é constantemente priorizado.