Quando acordamos pela manhã e damos aquela olhada no LinkedIn antes de começar o dia, muitas vezes estamos em busca de pessoas que nos inspirem, que se conectem com nossos valores ou que tragam ideias inovadoras. Esse hábito diário me lembra constantemente de como a plataforma se tornou um verdadeiro pilar para quem deseja se posicionar como liderança no mercado. E sendo economista de formação, sempre enxerguei o marketing digital muito além das métricas de curtidas e seguidores: ele precisa estar pautado em dados concretos, estratégias sólidas e, sobretudo, gerar resultados reais para o negócio. É por isso que ver uma liderança ativa nessa rede social faz toda a diferença — para quem acompanha e, principalmente, para quem está ali construindo sua marca pessoal.
Quando falo em “autoridade”, não me refiro apenas a alcance ou visibilidade. É sobre ser reconhecido pelos stakeholders certos: clientes, investidores, parceiros, colaboradores. E o LinkedIn é, sem dúvida, o ambiente que mais favorece essa construção. Embora existam outras redes sociais muito populares, o LinkedIn tem uma proposta mais profissional e um público ávido por conteúdo relevante. Isso permite que executivos se posicionem de forma autêntica, conectando-se diretamente com pessoas que podem influenciar o rumo dos negócios.
Eu costumo dizer que, se você não constrói sua reputação, o mercado faz isso por você — e na maioria das vezes não do jeito que você gostaria. Hoje, a reputação de um CEO ou líder pode impactar o valuation de uma empresa. Basta pensar em casos como o de Elon Musk, que, ao manifestar apoio político desalinhado com parte do público da Tesla, viu as ações e as vendas da marca caírem. Esse tipo de episódio reforça que a imagem de um líder não é apenas “cosmética”: ela afeta decisões de compra, fidelidade de clientes e até parcerias estratégicas.
Para quem ainda duvida da força do LinkedIn, vale lembrar que a plataforma já ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários no mundo, com 75 milhões só no Brasil. E embora muitas empresas ainda a enxerguem como uma rede para busca de emprego, a verdade é que ela se tornou o principal espaço para construir relacionamentos de alto nível. CEOs ativos no LinkedIn geram oportunidades de negócio simplesmente por aparecerem nos feeds de pessoas que tomam decisões em grandes corporações. Aqui na Backstage, por exemplo, acompanhamos regularmente clientes que passam a fechar grandes contratos depois que seus perfis se destacam graças ao conteúdo relevante e à interação com a comunidade.
Há um caso que gosto muito de mencionar. Um cliente, jovem executivo, que assumiu um cargo importante em um setor considerado tradicional, precisava estabelecer credibilidade com pessoas estratégicas, na maior parte das vezes com mais idade que ele mesmo. Nós o auxiliamos a estruturar uma estratégia sólida de formatação de rede para posicionamento e produção de conteúdo alinhada às dores e aspirações do público que ele desejava influenciar. Hoje, cerca de 60% dos executivos que ele prospecta já o reconhecem pelos artigos e posts que compartilha no LinkedIn, o que abre portas antes mesmo da primeira reunião. Isso simplifica negociações e acelera acordos que poderiam levar meses.
Fora do meu dia a dia à frente da Backstage, também atuo como professor na Link School of Business, lecionando Administração para empreendedores. Vejo de perto como a formação dos novos líderes está cada vez mais ligada à capacidade de se comunicarem de maneira clara e autêntica. Os futuros CEOs não querem apenas gerir empresas, mas também inspirar pessoas. E é justamente nisso que o LinkedIn se destaca: ele permite mostrar conhecimento de mercado, valores pessoais e uma postura de liderança que vai muito além de um currículo bem escrito.
Seja para se posicionar diante de investidores, atrair talentos ou criar reputação em um novo segmento, o LinkedIn tornou-se essencial. É por lá que passo parte do meu dia, acompanhando tendências e analisando dados, sempre buscando compreender o que faz um conteúdo atingir as pessoas certas ou quais conexões podem ser estratégicas para o momento de cada cliente.
A conclusão que chego — e que compartilho com meus alunos e parceiros de negócio — é que a reputação de um CEO não pode ser delegada a terceiros. Ela precisa ser construída com consistência, autenticidade e um olhar atento ao que o mercado espera da liderança de hoje. E, nesse jogo, o LinkedIn é, sem dúvida, a grande arena onde tudo acontece. Afinal, confiança e credibilidade se conquistam um post de cada vez, mas, quando bem trabalhadas, podem se converter em um ativo poderoso para qualquer negócio.
Sobre Juliano Marchesine:
Juliano Marchesine é cofundador da Backstage, empresa que assessora executivos, empreendedores e profissionais de destaque a construir uma autoridade digital que gere negócios e influência real.