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Brand pessoal está na moda?

Por Redação

17/04/2025 17h26

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Por Vannessa Lourenço, estrategista de marca pessoal e gerente de projetos

Tem alguma coisa acontecendo no feed. De repente, todo mundo resolveu fazer fotos profissionais, gravar vídeos superproduzidos, soltar frases de impacto e usar os mesmos arquétipos para “vender” quem são. A sensação é de que construir uma marca pessoal virou pré-requisito para ser levado a sério.

Mas aí vem a contradição: no meio desse esforço todo para se destacar, tem muita gente ficando exatamente igual. Criar uma marca pessoal vai muito além de um ensaio bonito ou de um Reels bem editado. A essência da marca está justamente no que é único em cada pessoa – e é aí que mora o verdadeiro diferencial. Quando todo mundo segue a mesma fórmula, a autenticidade se dissolve e o branding vira performance.

O branding pessoal de verdade não imita. Ele revela.

A busca por posicionamento é legítima. As redes sociais são vitrines de oportunidades e, sim, precisamos comunicar nosso valor. Mas quando a construção da imagem segue só tendências e padrões prontos, a marca deixa de ser pessoal para se tornar apenas… estratégica.

A proposta não é criar uma imagem perfeita – é tornar visível quem a pessoa realmente é. Porque quando a marca nasce de dentro, ela conecta. Ela não precisa gritar para chamar atenção. Ela atrai.

Por isso, antes de embarcar em mais uma sessão de fotos com blazer e fundo bege, vale refletir: minha marca pessoal está revelando quem eu sou ou está só repetindo o que todo mundo está fazendo? A construção de uma marca relevante exige coragem para ser diferente – e isso, sim, está sempre na moda.