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Ceará Sporting Club lança releitura do uniforme de 1996 em parceria com a banda Mastruz com Leite

Por Victor Campos

14/07/2025 16h30

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Com apelo nostálgico e cultural, clube aposta na memória afetiva no lançamento da terceira camisa da temporada 2025

O Ceará Sporting Club lançou, na última quinta-feira (10), a nova camisa número 3 para a temporada 2025. O lançamento contou com uma campanha que celebra duas grandes paixões do povo cearense: o futebol e o forró.

O novo manto possui um design inspirado no uniforme utilizado em 1996, ano em que o clube iniciou seu segundo tetracampeonato estadual, a peça é assinada pela Vozão, marca própria do clube, e carrega em sua essência um resgate afetivo da identidade do torcedor.

Sem a realização do tradicional concurso que envolvia a torcida na escolha da terceira camisa, o departamento de marketing buscou uma solução que conquistasse os torcedores de forma direta e emocional. A releitura da camisa de 1996 surgiu como a opção mais bem aceita internamente – e o desempenho nas vendas confirmou o acerto.

“Esse foi o primeiro ano, desde o lançamento da marca Vozão, em que não realizamos o concurso para a 3ª camisa. Por isso, precisávamos lançar um uniforme que caísse no gosto do torcedor. Pensamos em algumas possibilidades e, entre elas, essa teve disparadamente a melhor aceitação interna. As vendas têm mostrado que acertamos”, afirmou João Costa, gerente de marketing do clube.

Cultura popular como valor de marca

Mais do que reviver um modelo histórico, a campanha de lançamento do novo uniforme também resgata a parceria do clube com a Banda Mastruz com Leite, que foi patrocinadora master do time no ano homenageado. Para além da presença visual, a trilha sonora da campanha foi marcada por uma versão remixada do clássico “Meu Vaqueiro, Meu Peão”, grande sucesso da banda nos anos 1990.

“Além da beleza dessa camisa, um dos principais fatores que geram memória afetiva no nosso torcedor é o fato de ter um patrocinador master inusitado como a Mastruz com Leite. Quando pensamos no produto, lamentamos não poder estampar a marca da banda. Então, de alguma forma, precisávamos trazê-la para esse lançamento”, explica João.

“O forró é um pilar da nossa cultura, então não tem como desvinculá-lo da nossa identidade. O objetivo do remix da música era furar a bolha e alcançar o público mais jovem, que não teve tanto contato com a Mastruz, sucesso absoluto nos anos 90.”, complementa.

A estratégia busca posicionar o clube como mais do que uma instituição esportiva, mas também como um agente ativo da cultura nordestina. A escolha da trilha, repaginada para dialogar com as novas gerações, reforça o vínculo intergeracional e amplia o alcance da campanha.

A campanha também contou com a presença dos ex-jogadores Sérgio Alves e Stênio, dois nomes marcantes da história do Ceará, especialmente no ano de 1996. Ao valorizar figuras históricas, o clube reforça seu compromisso com a preservação da memória esportiva e apresenta às novas gerações os protagonistas de um dos períodos mais vitoriosos de sua história.

“O Sérgio é um dos maiores nomes da história do Ceará e presença constante em nossas campanhas. A novidade foi trazer o Stênio, que também foi um dos grandes nomes dos anos 90. Ambos fizeram parte do elenco que abriu a sequência do tetracampeonato estadual. É muito importante para o clube valorizar seus ídolos e mostrar aos mais jovens a importância deles na nossa história”, destaca o gerente.

Confira o vídeo da campanha:

Produto com significado

Predominantemente preta, a nova camisa traz detalhes que remetem fielmente ao modelo de 1996 e foi confeccionada em tecido poliéster dry, que combina conforto e estilo. Os associados ao programa Sócio Vozão terão desconto de 15% na compra do uniforme.

Segundo o clube, a recepção do público foi imediata e extremamente positiva, especialmente entre os torcedores mais jovens que não viveram o ano de 1996, mas se conectaram com a narrativa proposta.

“A camisa já é um sucesso absoluto de vendas. Vamos ter que preparar uma reposição do produto bem antes do planejado”, finaliza João Costa.

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