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CEO da Escola de RHs compartilha as melhores técnicas e diretrizes para recrutamento de talentos

Por Victor Campos

13/08/2025 15h48

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Áurea Santos é especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional e possui mais de 30 anos de experiência

Áurea Santos, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional, possui mais de 30 anos de experiência na área.

Em sua palestra, ela iniciou abordando um desafio comum a empreendedores e marcas: a contratação de talentos nos processos de seleção de RH. Explicou a Técnica de Seleção por Competências e como aplicá-la de forma eficaz na busca por profissionais qualificados.

Áurea destacou ainda a importância do alinhamento de expectativas entre empresas e colaboradores:
“É fundamental alinhar as expectativas com todos os membros da equipe. Muitos talentos se perdem justamente pelo desalinhamento entre profissionais e organizações”, ressaltou.

Segundo a palestrante, hoje o mercado de trabalho reúne três perfis principais: Iniciantes, Medianos e Profissionais de Alto Potencial. Ela destacou que o cenário mudou e vivemos um verdadeiro apagão de talentos: “Profissionais altamente capacitados perceberam que podem crescer por conta própria e, cada vez mais, migram para o empreendedorismo”, explicou.

Para alcançar sucesso em processos seletivos, Áurea reforçou a necessidade de fazer as perguntas certas: muitas vezes, um bom candidato desenvolveu as habilidades que a empresa procura em contextos externos ao mercado formal.

Entre as competências que devem ser observadas, ela citou: escuta ativa, alinhamento aos valores da organização, planejamento, capacidade de acompanhamento e entendimento sobre pessoas e gerações.

Além disso, alertou para os principais erros a serem evitados em seleções: decidir em apenas cinco minutos, desconsiderar o nervosismo do candidato, se deixar levar por histórias emocionais, aprovar apenas quem fala bem, sentir medo ou vergonha de reprovar candidatos e criar falsas expectativas.

Por fim, apresentou a chamada Teoria da Bicicleta, que orienta recrutadores a explorar o passado dos candidatos com perguntas situacionais, como: “Conte uma situação e como você a conduziu”. Essa prática pode envolver tanto experiências profissionais quanto pessoais.

“Quando trabalhamos com pessoas, não importa se o copo está cheio ou vazio. O que realmente importa é o tamanho da sede”, concluiu Áurea.