No mercado, velocidade virou virtude, e o movimento constante passou a ser confundido com estratégia. Mas, na prática, muita gente está ocupada, não necessariamente evoluindo. Nas empresas, executa-se mais, entrega-se mais, mas nem sempre com mais eficiência, porque nem tudo que cresce, escala. E nem tudo que vende, gera resultado.
Esta coluna nasce para provocar uma reflexão que pode ser incômoda, mas é necessária: como estamos escolhendo crescer?
Escale é um convite a repensar como nossas atitudes e escolhas tem o potencial para pavimentar o crescimento e tracionar resultados. Decisões que conectam marketing, negócio, cultura, tecnologia, dados e pessoas, porque apesar de clichê, tudo isso está interligado e faz parte da mesma equação.
Falar de escala não se refere apenas a grandes estruturas, times robustos ou ações espetaculares. Escalar começa antes, começa no comportamento, na cultura. Quando falo em uma atuação orientada por dados (Data Driven), não estou falando em Dashboards complexos ou uma área específica de Growth. Estou falando da prática cotidiana de analisar resultados, aprender com eles e ajustar decisões, ao invés de agir por puro “achismo”.
Escalar pode começar em algo trivial, como avaliar o melhor horário para publicar um conteúdo no Instagram, usando dados gratuitos e gerados no próprio Meta. Avaliar o ROI, que mede o retorno real sobre o investimento, e não apenas o ROAS, que olha exclusivamente para a eficiência da mídia paga. Ao divulgar uma oferta, o investimento vai muito além do custo da mídia. Entram na conta o desconto concedido, a comissão do time de vendas, os custos logísticos, entre outros fatores.
Por isso, é fundamental olhar além da venda e entender o impacto real daquela ação na margem, na operação, na experiência do cliente e na saúde do negócio. Porque vender mais, com uma margem insustentável, não é escalar, é somente fazer caixa. Gerar volume, sem entender custo, esforço, percepção de valor, experiência do cliente, pode não trazer crescimento, mas sim desgaste.
Logicamente, que não podemos romantizar os desafios de administrar um negócio no Brasil. Todos sabemos que muitas vezes precisamos fazer o que é preciso para manter a operação viva. Mas aqui, vamos falar de decisões que constroem, não apenas que performam no curto prazo. Então meu convite a você é ampliar o olhar:
- • Conectar marketing a negócios, como partes inseparáveis;
- • Tratar Growth como método, e não como improviso ou confundir Growth com campanhas de performance;
- • Usar Dados para qualificar decisões, não para substituir experiência ou criatividade;
- • E o mais importante, lembrar que resultados sustentáveis sempre passam por pessoas, desenvolver o time, ser multiplicador de boas práticas, ensinar e aprender continuamente, sempre será prioridade.
Se você acredita que estratégia não é achismo; que dados não substituem percepção, mas que a qualificam; que crescer bem é mais importante que crescer rápido, então Escale é para você. Este é um espaço para reflexão e construção contínua. Eu também estou em evolução. E no fim, escalar não é necessariamente fazer mais, é decidir melhor. Nós nos encontramos aqui, sempre na última terça-feira do mês.
Até a próxima!


