Durante muito tempo, o marketing jurídico foi tratado como um acessório nos escritórios de advocacia, algo que se ativava quando sobrava tempo, verba ou demanda por “visibilidade”. Mas esse pensamento tem data de validade. E muitos líderes jurídicos já perceberam isso.
A verdade é que o marketing jurídico não é uma extensão do planejamento estratégico. Ele é parte dele. A forma como um escritório se posiciona, se comunica, atrai, nutre e fideliza seus públicos está diretamente ligada aos seus objetivos de crescimento, diferenciação e reputação no mercado. Um bom planejamento estratégico define aonde o escritório quer chegar.
O marketing jurídico mostra como ele será percebido ao longo do caminho, e o que o mercado enxergará dele antes mesmo do primeiro contato. É por isso que integrar o marketing desde a etapa de planejamento não é apenas desejável, é essencial. Quando isso acontece, o marketing passa a apoiar decisões-chaves como:
- Quais áreas serão priorizadas em termos de crescimento,
- Que tipo de cliente ideal será atraído e cultivado,
- Como o discurso institucional será alinhado com a cultura interna,
- Quais diferenciais serão evidenciados (e quais não fazem mais sentido manter),
- Como os indicadores de negócio serão monitorados e vinculados à reputação e presença de marca.
Marketing jurídico não se resume a postagens, releases ou eventos. Ele é o elo entre o plano e a percepção. Entre a estratégia e o mercado. Escritórios que entendem isso saem na frente, porque alinham sua comunicação com suas metas, sua imagem, com sua cultura, com sua marca e com seus movimentos futuros. Afinal, reputação não se improvisa. E crescimento sem posicionamento claro pode custar muito mais do que parece.
Portanto, se o seu escritório está desenhando ou revisando seu planejamento estratégico, convide o marketing para a mesa desde o primeiro rascunho. Você vai descobrir que, mais do que apoio, o marketing é direção.