É comum ver empresários e gestores acreditarem que a comunicação vai resolver todos os seus problemas, como se fosse uma “tábua de salvação”. E o que vou trazer aqui também poderia soar como mais um manifesto ao óbvio, como fiz em artigos anteriores. Mas é exatamente isso: o óbvio precisa ser dito. Aliás, o óbvio precisa ser dito e repetido várias vezes, como num processo de aprendizado em que a repetição é parte da técnica.
Vamos lá: comunicação não é “tábua de salvação”. Não adianta prometer ao cliente aquilo que você não consegue entregar. Não adianta fazer um discurso bonito, mas vazio, sem nenhuma sustentação prática.
E tem um agravante que muitos ignoram: se você fizer uma excelente campanha de comunicação sem ter um bom produto ou serviço, só estará antecipando o fracasso deles. Sabe por quê?
Porque a comunicação atrai a atenção do público, desperta interesse, gera desejo. E se, ao final desse processo, a experiência do cliente não corresponder às expectativas criadas, o que você vai gerar é frustração e frustração, muitas vezes, é um caminho sem volta.
Por isso, antes de pensar em estratégias de comunicação, é preciso “arrumar a casa”: melhorar a experiência do cliente, ajustar processos, elevar a qualidade de produtos e serviços. No fim das contas, é simples: você não chamaria seus amigos para uma festa se sua casa estivesse uma bagunça, certo? Então, por que fazer isso com a sua empresa?