LinkedIn aponta a profissão do ano: Engenheiro de IA

Por Redação

23/01/2026 15h12

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Passado o hype em torno da inteligência artificial que vimos em 2025, o mercado começa a entrar em um novo estágio de maturidade. É hora de deixar o discurso de novidade futurista de lado e entregar valor real para as empresas. Essa virada de chave ficou ainda mais evidente depois de ver o levantamento “Empregos em Alta” de 2026, publicado anualmente pelo LinkedIn.

Enquanto no ano passado os destaques eram crescimento, vendas e geração de receita, o ranking de 2026 indica uma forte demanda por profissionais de tecnologia, dados e planejamento. Não por acaso, o cargo de Engenheiro de Inteligência Artificial desponta no topo das profissões mais promissoras para este ano. Um sinal claro de que o mercado entendeu que apenas adotar soluções prontas de IA não é suficiente para sustentar vantagem competitiva no longo prazo.

Em pouco tempo, usar IA deixará de ser uma escolha estratégica e passará a ser premissa básica de competitividade. Todas as empresas relevantes, pequenas ou grandes, terão condições de incorporar automações, análises preditivas e inteligência de dados em suas operações. E à medida que as ferramentas de IA se tornam mais acessíveis, o diferencial deixa de ser a tecnologia e passa a ser o próprio modelo de negócio. O verdadeiro salto ocorre quando a IA é aplicada para reinventar produtos, serviços e experiências de um jeito que a concorrência não consegue imitar.

É nesse cenário que o Engenheiro de Inteligência Artificial se torna peça-chave. Ele é o profissional capaz de transformar modelos de IA em soluções reais de mercado, integradas a produtos, processos e aplicações. Em bom português: é ele que vai “botar a IA para rodar” dentro da empresa.

Tudo indica que o período de entusiasmo com a IA deu lugar a uma fase mais pragmática. As promessas de transformação precisam agora encontrar caminhos realistas, capazes de dar os primeiros passos na direção de resultados concretos para o negócio. A inteligência artificial só fará diferença quando gerar valor novo, muito além da eficiência operacional. As empresas que entenderem isso antes dos outros não apenas estarão à frente, mas terão a chance de reinventar as regras do jogo com ela.

Gustavo Peixoto
Diretor de Produtos e Startups na iRede
Gustavo atua na interseção entre tecnologia, empreendedorismo e marketing. É Diretor de Produto e Startups no iRede e Professor de Marketing na Unifor. Anteriormente, foi Diretor de Estratégia na Advance e Redator Criativo para diversas agências nacionais e internacionais. Com mais de 25 anos de mercado, participou de projetos para marcas como Pague Menos, Johnnie Walker, Cisco, PlayStation, Stella Artois, Apple, Emirates, Angola Cables e Rappi. Tem MBA em Gestão de Negócio e Inteligência de Mercado pela Saint Paul, graduação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Unifor e passagem por importantes escolas de estratégia e criatividade, como Hyper Island, Miami Ad School, ESPM e La Escuelita.