Mais ágeis, inovadoras e inteligentes: a era das PMEs com IA

Por Redação

20/06/2025 15h00

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Por muito tempo, a inovação foi território exclusivo das grandes empresas. Quando ninguém falava em transformação digital, a Coca-Cola monitorava comunidades no Orkut em busca de insights sobre os consumidores, o Bradesco lançava seu primeiro internet banking, e o Magazine Luiza usava totens digitais para vender produtos que não estavam disponíveis na loja.

Enquanto o mercado engatinhava em inovação, os grandes players corriam quilômetros à frente, transformando tecnologia em barreira competitiva. O resultado era um ciclo que reforçava a concentração: quem tinha mais recursos, inovava mais e, com isso, ampliava sua liderança.

Hoje, paradoxalmente, são justamente as grandes corporações que enfrentam os maiores desafios para inovar com agilidade. O problema não é dinheiro nem falta de dados. O que trava é a cultura. Processos engessados, estruturas hierárquicas e comitês sem autonomia tornam a adoção da inteligência artificial quase que decorativa: boa para o discurso, mas irrelevante na prática.

Segundo o estudo The State of AI: How Organizations Are Rewiring to Capture Value, publicado pela McKinsey em março de 2025, as empresas que geram impacto real com IA não são as que mais investem em tecnologia, mas as que têm coragem estratégica para abandonar antigos modelos e abrir espaço a uma nova forma de operar.

Esse, por sinal, é o terreno das pequenas e médias empresas. As PMEs têm o que falta às grandes: leveza, proximidade com o cliente e agilidade para experimentar. E agora contam com algo ainda mais poderoso: acesso a ferramentas de inteligência artificial que antes eram restritas a empresas com grandes orçamentos.

Hoje, já é possível criar conteúdo, automatizar tarefas, treinar equipes, recomendar produtos e responder dúvidas com base nas informações da própria empresa, tudo com baixo custo e sem precisar de conhecimentos técnicos avançados.

Com um pouco de curiosidade e repertório, é possível criar vantagem competitiva usando ferramentas de IA que cabem no bolso e no tempo das pequenas e médias empresas. Pela primeira vez, o jogo não é sobre tamanho, mas sobre atitude. E talvez a maior disrupção da inteligência artificial nos negócios seja essa: dar às PMEs a chance de liderar.

Gustavo Peixoto
Diretor de Produtos e Startups na iRede
Gustavo atua na interseção entre tecnologia, empreendedorismo e marketing. É Diretor de Produto e Startups no iRede e Professor de Marketing na Unifor. Anteriormente, foi Diretor de Estratégia na Advance e Redator Criativo para diversas agências nacionais e internacionais. Com mais de 25 anos de mercado, participou de projetos para marcas como Pague Menos, Johnnie Walker, Cisco, PlayStation, Stella Artois, Apple, Emirates, Angola Cables e Rappi. Tem MBA em Gestão de Negócio e Inteligência de Mercado pela Saint Paul, graduação em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Unifor e passagem por importantes escolas de estratégia e criatividade, como Hyper Island, Miami Ad School, ESPM e La Escuelita.