Todos os anos, o Gartner publica o Hype Cycle for Emerging Technologies, um dos estudos mais respeitados sobre as tecnologias que estão moldando o futuro da inovação. A Inteligência Artificial aparece nesse radar há mais de 20 anos, mas foi na última década que ganhou aplicações concretas em áreas como Processamento de Linguagem Natural, Visão Computacional e Deep Learning.
Em 2021, a IA Generativa começou a ganhar visibilidade e estourou a bolha da tecnologia no ano seguinte, com o lançamento do ChatGPT 3.5 pela OpenAI. De lá para cá, sua fama só cresceu e ela passou a ocupar todos os espaços imagináveis – das reuniões de conselho em corporações ao grupo da família no WhatsApp.
E se “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”, como disse Arthur C. Clarke, com a IA não foi diferente. Ela chegou cercada de enormes expectativas: algumas realistas, outras bem fantasiosas.
O fato é que a IA já não é mais novidade e está se tornando cada vez mais madura. Saem os delírios de dominação global por robôs autônomos – ótimos para vender filmes de ficção – ficam as soluções práticas que de fato geram valor.
Em um cenário onde mercados inteiros estão sendo reimaginados, talvez seja hora de você pensar seriamente em quem vai liderar a adoção de IA na sua empresa. Existe alguém com visão estratégica e habilidades técnicas para garantir uma implementação eficiente e alinhada ao seu negócio? Alguém que separe o que é modismo do que realmente pode se tornar uma vantagem competitiva?
Se a ideia de uma nova diretoria parece grande demais para o momento, comece criando um comitê de inovação ou um pequeno “lab” de IA. Lance o desafio de transformar dados e algoritmos em soluções para problemas de negócio. Os aprendizados virão e logo você terá clareza sobre o que precisa para navegar em um mundo cada vez mais dominado pela IA. Pelo menos até as máquinas decidirem que podem tocar tudo sozinhas.
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Este foi o meu texto de estreia na coluna Techtônica, do Nosso Meio. Todos os meses, vou trazer reflexões sobre os movimentos tectônicos no mundo da tecnologia e seus impactos nos negócios. Até a próxima!