Inovação

Com apoio de 47 selos e gravadoras independentes, Ferve chega ao mercado para conectar artistas e fãs

Por Redação

24/04/2025 13h23

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Com modelo de adesão chamado Clube do Artista, ferramenta propõe novo modelo de sustentabilidade baseado em comunidades ativas e conexão real

Acreditando que o futuro da música brasileira está na união entre artistas e fãs, a Ferve chegou ao mercado com um novo modelo de sustentabilidade baseado em comunidades ativas e conexão real entre quem produz e quem escuta música. Chamado de Clube do Artista, esse modelo permite que fãs apoiem seus artistas favoritos de forma recorrente, por meio de uma assinatura mensal. Os superfãs têm acesso a conteúdos e experiências exclusivas definidos por cada artista, incluindo:

  • • Lançamentos inéditos de shows, clipes, entrevistas e documentários;
  • • Bastidores, ensaios, curiosidades do processo criativo;
  • • Descontos e pré-vendas de ingressos e produtos oficiais;
  • • Sorteios de produtos e experiências como meet & greet e visitas ao camarim.

Pesquisas internas revelaram que fãs estão dispostos a contribuir com mais regularidade, mas não encontram meios estruturados para isso. Dados recentes publicados pela Monks, em 2024, reforçam essa percepção: fãs brasileiros gastam, em média, cerca de R$ 200,00 por mês com seus ídolos. O mesmo estudo ainda aponta que 53% das pessoas acreditam que o consumo é fundamental para manter sua dedicação como fã, e 37% acham que a dedicação pode ser medida por quanto gasta com o ídolo.

A plataforma, além de oferecer conteúdos audiovisuais e Clube, reúne também informações de agenda de shows e loja do artista, o que permite ao fã acesso fácil às informações do seu ídolo em um só lugar e oferece aos músicos um canal direto de venda.

Com apoio de 47 selos e gravadoras independentes, como Biscoito Fino, Deck, MZA, Tratore e Minidocs, e um catálogo que já conta com produções audiovisuais de nomes como Pitty, Marisa Monte, Alcione, Chico Buarque, Maria Bethânia, Alceu Valença, Zeca Pagodinho, 5 a Seco, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Adriana Calcanhotto e Frejat.

Apoio aos Artistas:

O grande propósito da Ferve é tornar possível que artistas vivam da música, para manter viva a música brasileira. Pavimentar um caminho com mais independência e sustentabilidade. Em um cenário em que o streaming tradicional exige milhões de plays para gerar receita relevante, as redes sociais demandam produção constante para manter visibilidade, os custos de criação são altos e o retorno financeiro raramente acompanha o esforço, a Ferve propõe uma inversão de lógica: menos volume, mais profundidade.

Atualmente, um milhão de plays gera, em média, uma receita R$ 1.000, que é dividida entre diversos intermediários. Entretanto, 87% das faixas nas plataformas têm menos de mil plays, ou seja, não geram receita. É o que aponta o levantamento publicado em 2024 pela Luminate, empresa californiana especializada em dados e insights de entretenimento sobre música, cinema e televisão. 

“O streaming não é o vilão, ele tem um papel importante no acesso e na distribuição, mas o modelo atual não garante sustentabilidade para a maioria. Os artistas fazem um grande esforço na criação, produção, distribuição e divulgação, e o retorno é desproporcional ao empenho para serem vistos e ouvidos. Principalmente nas redes sociais, onde precisam se adaptar a um modelo de viralização que depende do algoritmo, onde se submetem a dinâmicas que muitas vezes não refletem sua essência artística. Eles não querem fazer dancinha, querem fazer música, arte, e viver dela, e fãs querem mais do que conteúdos de influência, querem arte, verdade e conexão”, afirma Maria Rita Lunardelli, fundadora e CEO da Ferve.

Com o Clube do Artista, os artistas passam a ter uma receita sem intermediários, previsível e recorrente. Além disso, terão acesso a dados valiosos sobre o comportamento e engajamento de seus superfãs, permitindo uma gestão mais estratégica e afetiva de suas comunidades e o fortalecimento de sua base.

Segundo Giuliana Lunardelli, co-fundadora e CMO da Ferve, mais do que oferecer conteúdo, a nova plataforma visa mudar as bases da sustentabilidade na música brasileira, fortalecer a conexão entre fãs e artistas, empoderá-los e criar uma nova lógica de valorização da música no Brasil: “A realidade pode — e deve — ser transformada. Acreditamos que a solução está na construção de comunidades, no estreitamento da relação entre artistas e fãs, e na valorização da música de forma direta. A Ferve não é apenas uma plataforma de conteúdo: é um movimento pela valorização dos artistas e pela música brasileira”, destaca.

Essa visão se conecta à campanha de lançamento #ProShowContinuar, uma resposta direta ao grito coletivo de artistas que, com a hashtag #ProShowNãoAcabar, têm exposto as dificuldades, dores e exaustão diante de um mercado que ainda exige demais e retribui pouco.

Contribuição dos Fãs