Análise

O papel do jornalista corporativo no mundo dos negócios: conectando marcas e pessoas por meio da informação

Por Lucas Abreu

07/04/2025 17h34

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Nesta matéria especial, em comemoração ao Dia do Jornalista, o Nosso Meio debate sobre a importância e as rotinas de profissionais que atuam diretamente com as informações do mundo dos negócios

No mundo contemporâneo, informações vêm e vão, formando uma espécie de rio. Nessas águas, correm notícias sobre política, economia, cultura, saúde, entretenimento, etc., mas nem sempre essas águas são cristalinas e mansas. Basta um desvio para qualquer leitor-espectador cair em correntezas de desinformação. Para evitar que isso ocorra, há um profissional que conhece o rio das informações como nenhum outro e atua como guia dos leitores-espectadores. Seu nome é Jornalista.

O bom jornalista é o profissional responsável pelos processos de apuração, feitura e apresentação da notícia, reportagem e/ou entrevista, que possuam, em seu conteúdo, as informações de interesse coletivo. Em síntese, o jornalista é quem conecta o fato ao leitor-espectador, organizando as informações e apresentando-as de maneira clara e objetiva.

O jornalista pode se apresentar de diferentes formas, abordando áreas de conteúdo diversas ou específicas. No caso do mundo dos negócios, há o jornalista corporativo, responsável por captar as informações das corporações e transmiti-las ao público. O trabalho, muitas vezes, é confundido com o de um assessor de imprensa, mas há diferenças significativas que posicionam o jornalista corporativo e o assessor de imprensa em diferentes quadrantes.

“A assessoria de imprensa e o jornalismo corporativo são atividades que se completam, mas que devem ser pautadas anteriormente pela definição da estratégia de comunicação da empresa. Na assessoria de imprensa, estabelece-se um diálogo com os veículos e profissionais de comunicação para a geração de pautas que levem à produção de matérias que ajudem a criar ou fortalecer uma imagem positiva do assessorado perante a sociedade em geral. No caso do Jornalismo Corporativo, a produção de conteúdos é levada diretamente aos públicos prioritários daquela empresa ou instituição, sem depende da mediação e do interesse da imprensa. Isso nos possibilita explorar temas, ações ou posicionamentos das empresas que, às vezes, não encontram espaço na grande mídia”, explica o jornalista corporativo e assessor de comunicação do SEBRAE/CE, Carlos Henrique Camelo.

Como qualquer outro jornalista que atua diretamente nas redações, o jornalista corporativo busca conhecer o que as organizações estão realizando. A partir daí, é possível construir matérias de caráter informativo sobre ações e projetos de interesse público ou convidar fontes que possam ser inseridas em macrotemas como economia, meio ambiente, cidades, etc.

“Nos últimos anos, houve um aumento na cobrança da sociedade em relação ao posicionamento das empresas sobre diversos temas, incluindo a forma como comunicam e vivenciam seu propósito internamente. Nesse contexto, é importante que o jornalista corporativo seja o elo entre o público interno e externo, garantindo que todos estejam bem informados sobre a atuação da empresa. Quando as pessoas estão bem informadas e compreendem a essência do que a organização faz, elas naturalmente compartilham aquilo de forma positiva”, pontua Marcela Benevides, jornalista corporativa e analista de comunicação da Unimed Fortaleza.

“O Jornalismo Corporativo tem um papel fundamental neste processo de diálogo das empresas ou instituições com a sociedade, pois ele leva ao público um conjunto de informações, valores e atividades destas instituições, permitindo uma maior transparência delas. Essa atuação ajuda a desmistificar a imagem das corporações e aproximá-las ainda mais de seus públicos de interesse”, complementa Carlos.

Trabalhando em suas respectivas empresas, mas com funções similares, Carlos e Marcela concordam que o universo da comunicação corporativa é vasto. Nele, é possível contar histórias, explorar formatos e aproximar agentes. No rio das informações, o jornalista corporativa segue um fluxo diferente, mas que não deixar importante para impactar e transformar vidas e a sociedade como um todo.

“O mundo corporativo oferece diversas possibilidades de atuação. Ser jornalista nesse universo permite experimentar diferentes frentes. É possível ter uma revista interna, uma ferramenta oficial de comunicação no formato de rede social, um podcast, programas para YouTube, entre outros. A comunicação corporativa se apropria das ferramentas que já conhecemos e utilizamos, mas as direciona para um público específico. Por isso, é necessário analisar como a comunicação será feita para cada público, considerando a abordagem mais eficaz para o engajamento. O objetivo é garantir que cada pessoa compreenda o propósito e a estratégia da empresa e saiba como aplicá-los em sua rotinas”, finaliza Marcela.