10ª edição

Pequeno Varejo, Grande Impacto

Publicado em

18/12/2023 15h25

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Protagonistas silenciosos do comércio nacional são responsáveis por milhões de empregos e possuem papel fundamental para futuro da economia

No cenário dinâmico do comércio brasileiro, o pequeno varejo emerge como um protagonista essencial, não apenas pela sua presença local, mas pelo impacto econômico substancial que desencadeia. Responsáveis por 40% dos empregos no setor de comércio e serviços, os “pequenos” geram 9,5 milhões de empregos no Brasil, de acordo com o Sebrae. Além disso, as empresas com menos de 30 funcionários representam 27% do PIB do comércio varejista, conforme dado de agosto, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Luis Roberto Sá, Diretor Vogal Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (IBEF-CE), destaca que um pequeno varejista, muitas vezes operado por proprietários independentes, caracteriza-se por sua escala reduzida, com uma clientela local e especialização em nichos específicos, mas que isso não o torna pequeno em importância.

“Os pequenos varejistas desempenham um papel vital na economia, fornecendo produtos e serviços, além de promoverem o desenvolvimento econômico e social local. Razões como a criação de empregos, diversificação econômica, estímulo à competição, inovação, fortalecimento de comunidades e fomento ao empreendedorismo justificam essa importância”, destaca o especialista.

A atuação desse setor alcança 70% da população brasileira, especialmente em áreas rurais e periferias urbanas, segundo a Pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Ainda para Luis Roberto Sá, há um movimento mercadológico no qual grandes empresas, como indústrias e distribuidoras, oferecem suporte a estes estabelecimentos de menor porte, gerando mais resultados nas duas pontas.

“Ações que apoiam os pequenos varejistas podem ter impactos positivos em diversos setores da economia, devido ao efeito multiplicador que essa ajuda pode gerar. Isso acontece, especialmente, pela geração de empregos crescente e o desenvolvimento das ‘economias locais’”, reitera.

Expectativas em alta

Recentemente, o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), vinculado à Fecomércio, divulgou uma Sondagem Conjuntural do Comércio em novembro. O levantamento revela que 70,9% das famílias afirmam estar financeiramente “Muito melhor” ou “Melhor” em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para Danilo Amaral, Mestre em Gestão de Negócios e professor de Mercados da Faculdade Senac Ceará, essa análise oferece ao pequeno varejo a capacidade de tomar decisões cruciais relacionadas ao estoque, à estrutura e à expansão da equipe.

“Tal leitura dos números gera a capacidade de tomar decisões importantes sobre dúvidas como: ‘vamos aumentar o estoque? podemos investir em uma ampliação da vitrine? vale a pena contratar dois ou três vendedores?’. Se olharmos para a pesquisa, a resposta seria ‘sim’ para todas as dúvidas do pequeno varejista”, destaca o professor e consultor especialista em micro, pequenos e médios negócios.

BOX: Pequenos negócios, grandes relacionamentos

Um fator crucial para o futuro dos estabelecimentos de porte reduzido é que 60% dos consumidores preferem comprar em lojas de pequeno varejo, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) de junho de 2023, ficando evidente o apreço do público por esses empreendimentos.

Para aproveitar isso, no entanto, os lojistas podem adaptar táticas das grandes empresas para os seus negócios, conforme aponta o executivo comercial da Closerfy, Leonardo Freire.

“Em um mercado cada vez mais competitivo, é essencial estabelecer uma comunicação contínua com os clientes fidelizados. Uma estratégia eficaz é a implementação de programas de fidelidade personalizados, que oferecem recompensas exclusivas, descontos especiais ou acesso prioritário a novos produtos. Essas iniciativas não apenas incentivam a repetição de compras, mas também fortalecem o vínculo emocional entre o consumidor e a marca”, destaca o especialista em retenção de clientes e geração de receita recorrente.

Essa proximidade na comunicação é um dos princípios da Suri by Chatbot Maker, conforme explica o empreendedor, cofundador e CEO/CTO da startup, Thiago Amarante.

“Hoje, com a inteligência artificial, é possível automatizar processos de marketing, vendas e atendimento, fazendo com que, até mesmo pequenos varejistas, consigam expandir seus resultados. As empresas podem, por exemplo, vender de maneira totalmente automática, se beneficiando com a capacidade de vender 24 horas por dia, 7 dias por semana, além de terem a possibilidade de acompanhar todas as métricas de conversão em tempo real”, explica.