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Publicitário cearense, Mário Dias, é jurado do Effie Awards Brasil 2025

Por Victor Campos

19/08/2025 14h37

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Aos 28 anos, o publicitário cearense Mário Dias foi selecionado para integrar o júri do Effie Awards Brasil 2025, uma das premiações mais prestigiadas da indústria da comunicação mundial. A premiação valoriza campanhas que unem criatividade e eficácia, destacando ideias que geram resultados concretos para marcas e negócios.

“O nível de criatividade, estratégia e humanidade que temos no mercado cearense é altíssimo. Quando a gente entende isso, o jogo muda”, resume Mário Dias, agora jurado do Effie Awards Brasil 2025.

No Brasil, o prêmio é organizado pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) em parceria com o Meio & Mensagem, reunindo profissionais de agências, anunciantes e veículos de comunicação para avaliar cases em diferentes categorias.

Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário acumula experiências em agências como Gadiol Branding e Conteúdo e Ipanema Comunicação. Há quase quatro anos, atua na área de planejamento na Agência Califórnia. Em entrevista exclusiva ao Nosso Meio, o profissional compartilhou como recebeu o convite, o que significa representar o Ceará nesse espaço e quais expectativas tem com a experiência. Confira!

Nosso Meio: Como você recebeu a notícia de que havia sido selecionado para integrar o júri do Effie Awards Brasil 2025?

Mário Dias: Com muita felicidade, foi realmente um sonho realizado. Ano passado, fui jurado do AMPRO Awards, que tem foco em Live Marketing, e foi uma experiência incrível. Sentia que o Effie era o próximo degrau, afinal, é uma das maiores premiações da indústria publicitária do país. Fiz meu cadastro sem muitas expectativas, mas há algumas semanas fui surpreendido com o e-mail do convite. Estou muito animado para começar as rodadas de julgamento.

Nosso Meio: O que essa indicação representa para você em termos de trajetória profissional e reconhecimento no mercado publicitário?

Mário Dias: Sempre que conquisto algo grande, penso no Mário do Ensino Médio, sonhando em estudar Publicidade. São ciclos que se fecham e que me dão a certeza de que estou no caminho certo. Ao mesmo tempo, em que fico realizado, já penso no que vem depois, porque sei que isso é só o começo.

Nosso Meio: O que significa, para você, levar o olhar nordestino e cearense para dentro de uma discussão tão relevante sobre eficácia em comunicação?

Mário Dias: Trabalhando na Agência Califórnia, entendi a importância e o poder do marketing regional. Nosso olhar, enquanto nordestinos e cearenses, leva uma riqueza única para cada projeto. Não só no que produzimos para o Ceará, mas também para o Brasil inteiro. Conheço publicitários brilhantes dominando mercados em várias regiões. Levar essa visão para o Effie significa muito.

Nosso Meio: Ser um publicitário cearense entre os jurados dessa premiação traz um peso especial. Como você enxerga essa responsabilidade?

Mário Dias: A gente tem um quê a mais, né? Hoje, construo planejamentos e projetos não só para o Ceará, mas também para São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pará, Amazonas… e por aí vai. Quero unir toda essa vivência das diferentes culturas e, principalmente, nosso diferencial enquanto publicitários nordestinos para julgar da melhor forma os grandes cases brasileiros deste ano.

Nosso Meio: Quais aprendizados você espera extrair dessa experiência como jurado?

Mário Dias: Estou animado para trocar experiências com grandes nomes do mercado nacional. Como um bom publicitário, sou um eterno aprendiz: vou com meu bloco de notas pronto para absorver o máximo possível de conhecimento, me atualizar com os cases apresentados e entender como o nosso mercado está pensando e executando campanhas ao nível nacional.

Nosso Meio: Que conselhos você daria para os profissionais e agências do Ceará que sonham em chegar a espaços de reconhecimento como o Effie?

Mário Dias: Primeiro, que enxerguem seus trabalhos como algo único, porque são. O nível de criatividade, estratégia e humanidade que temos no mercado cearense é altíssimo. Quando a gente entende isso, o jogo muda. É nesse momento que passamos a nos mostrar mais, levar mais da gente para os processos, nos arriscar nos desafios e chegar onde queremos. A gente tem um quê a mais e precisa acreditar nisso.