2ª Edição-Brasília

Reputação | Cultura e coerência: como o Banco do Brasil preserva sua reputação em meio às mudanças do setor

Por Redação

02/06/2025 16h00

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Com o avanço das fintechs e a pressão por inovação, instituição aposta em cultura organizacional para manter imagem de solidez e confiança

Em um mercado financeiro marcado pela rápida ascensão das fintechs e pela digitalização dos serviços, o Banco do Brasil tem buscado se manter relevante por meio de uma combinação de estratégias que envolvem tecnologia, atendimento híbrido, cultura organizacional e aproximação com o público jovem. Com mais de 200 anos de história, a instituição afirma ter estruturado sua atuação para equilibrar inovação e tradição.

Em um setor onde a transformação digital é acelerada e a concorrência com fintechs exige agilidade, de acordo com Luiz Dipes, executivo de Gestão da Cultura e de Pessoas do Banco do Brasil,  “a construção de confiança começa na coerência entre discurso e prática”. Para ele, a cultura é tratada como um ativo central para sustentar a reputação, especialmente diante de um público cada vez mais diverso e exigente.

Mapeamento estratégico

Luiz Dipes ainda aponta que, nos últimos anos, o Banco do Brasil tem conduzido diagnósticos periódicos para mapear barreiras culturais e promover ajustes. Os mais recentes, realizados em 2016, 2020 e 2024/25, têm como foco a adaptação da organização ao contexto digital e às novas gerações de funcionários e clientes. De acordo com o executivo, a partir desses levantamentos, foram implementadas ações para a redução de silos,  incentivo à colaboração e promoção da diversidade como motor da inovação.

“Para fortalecer o compromisso com a evolução cultural, o BB aprovou os chamados impulsionadores de cultura – enunciados que se somam aos valores da instituição, com o objetivo de melhor direcionar os esforços nessa área. Anos atrás, esses impulsionadores foram o tema de uma campanha institucional que adesivou sedes e prédios por todo o Brasil. Dessa forma, tornou-se impossível não ver apelos como ‘Juntos fazemos muito mais’ e ‘Buscamos o novo todos os dias’, entre outros”, destacou Dipes. 

Construção de reputação

Quando se fala em reputação, o executivo de Gestão da Cultura e de Pessoas afirma que é algo construído no dia a dia, mas testado em momentos de crise. Logo, para cenários de crise, Dipes detalha que a instituição mantém planos estruturados de gestão reputacional, com monitoramento constante de redes sociais e imprensa, protocolos de resposta rápida e campanhas que buscam explicar à sociedade o posicionamento e as ações do banco. Esses mecanismos visam não apenas mitigar riscos, mas fortalecer a percepção de transparência e responsabilidade.

Além disso, ressaltou que através de cada campanha, o BB busca informar e conscientizar a sociedade sobre as ações e soluções do Banco, o que mitiga riscos e atua proativamente na construção da imagem da marca e reputação da empresa. “Ainda assim, em caso de situações de eventos críticos, que impliquem potencial de risco de imagem, o Banco conta com Planos de Gestão de Crise que contêm procedimentos, fluxos e grupos a serem acionados em caso de crises corporativas relacionadas a diferentes riscos. Dentro de todos esses planos existem fluxos específicos e estratégicos sobre o aspecto, acompanhamento da comunicação e o risco de reputação e imagem”, enfatizou.

Uma vez que a reputação é refletida de forma externa, é essencial um trabalho de comunicação interna. Portanto, Luis Dipes aponta que essa abordagem segue alinhada à estratégia reputacional. “Entre as estratégias mais recentes, está o uso de inteligência artificial para analisar sentimentos nos comentários nas matérias da Agência de Notícias (AGN), o principal canal de comunicação com o público interno. Essa análise permite um acompanhamento das emoções e opiniões dos funcionários em tempo real. Esses dados geram insights valiosos para comunicação, gestão de pessoas e estratégias de engajamento”, disse.

O executivo conclui ressaltando que com foco na escuta ativa, inovação e clareza, a Comunicação Interna do BB vive um processo de cocriação permanente com o objetivo de fortalecer um ambiente de trabalho transparente, diverso, colaborativo e engajado. “Para continuar atraente no mercado de talentos, o Banco do Brasil constrói uma marca que assume desafios e gera resultados, estabelece relações respeitosas e duradouras, é prático, acessível, colaborativo e intuitivo, evolui e inova constantemente para ser relevante na vida das pessoas”