Faleceu hoje, em Paris, o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. A notícia do óbito veio do perfil oficial do Instituto Terra no Instagram. Em nota, os membros lamentaram a partida de Sebastião aos 81 anos e prestaram suas condolências a sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado; aos filhos, Juliano e Rodrigo; e aos netos Flávio e Nara. Confira a nota completa, abaixo:
Nascido em terras mineiras em 1944, Salgado começou carreira na fotografia começou na década de 1970, quando fez sua primeira sessão de fotos, em uma viagem de trabalho na África. Após regressar, instalou-se em Paris, trabalhando em agências renomadas como Sygma, Gamma e Magnum.
Na década de 1980, publicou seu primeiro livro, “Outras Américas”, que retratava a pobreza na América Latina. Em 1986, publicou o livro “Homem em Pânico”, onde cobriu a seca no norte da África. Nesta época, também documentou fotos de trabalhadores manuais, reunidas na obra “Trabalhadores”.
Na década seguinte, retratou o fenômeno global de desalojamento em massa. O material foi reunido na obra “Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo”, publicada em 2000, que contou com uma exposição de 90 retratos de crianças refugiadas no Escritório das Nações Unidas.
Em 1994, Sebastião fundou a agências de notícias As Imagens da Amazônia, que marcou sua carreira como ambientalista, produzindo fotos exuberantes do bioma sul-americano. O fotógrafo também contribuiu para o reflorestamento e a ajuda humanitária, doando para fundos e organizações em prol do meio ambiente e refugiados, como também fundando o Instituto Terra em Minas Gerais.
Pelo conjunto de sua obra, tomou posse da cadeira nº 1 de fotógrafos da Academia de Belas Artes da França, substituindo Lucien Clergue, que faleceu em 2014. Sebastião Salgado também recebeu a Ordem de Mérito Cultural na última terça-feira (20), pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva, na cerimônia do 40º aniversário do Ministério da Cultura.
Confira abaixo algumas das obras de Sebastião Salgado:







