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Na era da IA, 67,7% das empresas apontam liderança e influência social como competências-chave para o futuro

Por Redação

10/09/2026 10h19

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Pesquisa apresentada no CONARH 2026 mostra que liderança e influência social aparecem à frente da inteligência artificial entre as competências consideradas estratégicas para os próximos anos

Em um mercado de trabalho cada vez mais impactado pela inteligência artificial, uma competência essencialmente humana ocupa o topo das prioridades das organizações. A pesquisa do FGV In Company, apresentada durante o CONARH 2026, aponta que liderança e influência social são consideradas competências-chave para o futuro por 67,7% dos respondentes, à frente da IA nos negócios, citada por 53,2%.

O levantamento Panorama de Programas de Desenvolvimento de Lideranças 2026 ouviu 133 organizações de três setores da economia, analisando como as empresas estruturam e implementam seus programas de desenvolvimento de liderança, além de entrevista em profundidade com 6 executivos C-LEVEL de RH de grandes empresas.

Além de liderança e IA, aparecem entre as competências mais relevantes gestão de talentos (50%), tomada de decisão e análise de dados (48,4%), gestão de processos e excelência operacional (46,8%) e resiliência, flexibilidade e agilidade (45,2%).

Para Iara Melo, diretora de Educação da MRH Gestão, os resultados mostram que a transformação tecnológica não diminui a importância das habilidades humanas, ao contrário, torna algumas delas ainda mais estratégicas.

“Quanto mais a tecnologia avança, maior se torna a necessidade de líderes capazes de fazer aquilo que a máquina não substitui: gerar confiança, mobilizar pessoas, construir alinhamento e tomar decisões considerando diferentes contextos. A IA precisa fazer parte da formação das lideranças, mas a capacidade de conduzir pessoas ganha ainda mais relevância”, avalia Iara.

Outro dado apresentado chama atenção para a forma como as empresas desenvolvem seus profissionais. A carga horária anual destinada aos chamados high potentials passou de 26 horas, em 2025, para 40 horas em 2026. Entre os gerentes, avançou de 38 para 40 horas. Já para profissionais C-Level, houve redução de 31 para 27 horas. Para Iara, entretanto, mais horas de treinamento, isoladamente, não significam necessariamente líderes mais preparados.

“Desenvolvimento de liderança precisa estar conectado aos desafios reais do negócio, às competências que cada profissional precisa desenvolver e aos planos de sucessão. Não é apenas sobre oferecer mais horas de capacitação, mas sobre tornar esse desenvolvimento mais estratégico e aplicável à realidade das organizações”, acrescenta.