Virei os 40. E como foi bom receber pessoas tão queridas nesse 17 de outubro de 2026, na casa que compartilho com o Dr. Oscar Sway. Estavam presentes Garrett, sua esposa e seu filho, Michelle, Chris, Jordan, Troy, Kim e seu esposo, meu querido amigo Marc e o melhor de todos os rabinos, Moshe. À mesa, um segredo que só Sabrina podia revelar. As festas de celebração sempre escondem algum segredo. Hoje, conto o que a Apple talvez esteja preparando para a dela.
Li uma notícia sobre o que a empresa poderá apresentar no próximo dia 28 de outubro. Segundo a reportagem do Cult of Mac, há expectativas de um MacBook com tela sensível ao toque, novos chips e um iPad mini com uma tela melhor. Tudo no futuro do possível. Trata-se do evento Pro and Tell. Explico:
Meu computador não havia reclamado de nada naquela manhã. Abriu os arquivos, recebeu os comandos, cumpriu suas obrigações. Foi preciso ler sobre outro para começar a desconfiar dele. Talvez completar 40 anos tenha me deixado mais sensível a esse assunto de atualização. Eu acabara de celebrar mais um ano de uso, cercado de gente que, felizmente, não exigia uma versão nova de mim. Exigia sim uma nova versão.
O computador não teve a mesma sorte. Bastou surgir o rumor de uma tela melhor para que eu examinasse a sua com alguma reserva. Continuei lendo e virei para Mashable, esta recuperava antigas resistências da Apple à ideia de colocar telas sensíveis ao toque em seus computadores. Aquilo que agora aparece como possível novidade já havia sido considerado pouco conveniente pela própria empresa.
Achei bonito esse direito de mudar de opinião. Gostaria de exercê-lo com a mesma rentabilidade. Quando a gente volta atrás, aparece alguém com boa memória. Recupera uma conversa, procura uma mensagem e pergunta: “Mas você não dizia justamente o contrário?”. A Apple pode organizar um evento. Imagino que a iluminação ajude bastante na explicação.
Meu dedo, alheio à controvérsia, parece pronto para aceitar a mudança. Depois de tantos anos no teclado e no trackpad, talvez receba autorização para subir até a tela. Haverá engenheiros, jornalistas e publicitários explicando a importância desse pequeno deslocamento.
Apple Pro and Tell em 28 de outubro: rumores sobre MacBook Pro com tela OLED e toque, chip M6 e iPad mini
Evento Apple Pro and Tell: o que as reportagens antecipam para a apresentação de outubro de 2026
- MacBook Pro com tela OLED e sensível ao toque poderá inaugurar uma nova forma de usar o Mac
- Novos Macs com chip M6: rumores apontam atualizações para MacBook Pro e iMac
- iPad mini com tela OLED poderá ganhar melhor contraste, cores mais vivas e novo processador
- Preço do MacBook Pro com OLED e toque: reportagem estima valor inicial próximo de US$ 3 mil
- Apple e as telas sensíveis ao toque: por que os rumores sobre o MacBook Pro chamam atenção
A reportagem especula que uma versão de 14 polegadas com tela OLED e toque poderia começar perto dos três mil dólares. Ainda é uma estimativa. Meu orçamento, porém, reagiu como se já fosse informação oficial.
Como publicitário, acompanho com interesse a preparação dessa festa. O convite, o segredo, as pistas, a expectativa de que alguma coisa extraordinária será revelada. Como consumidor, começo a procurar justificativas. Trabalho, pesquisa, produtividade. Tenho um vocabulário bastante competente quando quero comprar alguma coisa.
Aos 40, já reconheço algumas dessas manobras. Reconhecer não significa estar imune. E longe de estar. Significa apenas que agora posso acompanhar, com algum constrangimento, o caminho inteiro entre “não preciso” e “talvez seja um investimento”.
Pensei outra vez na festa do dia 17. Na alegria de abrir a casa, de ver os amigos reunidos, de escutar conversas que eu gostaria de ter prolongado. O segredo da mesa ficou com Sabrina. Sobre o da Apple, teremos de esperar um pouco mais. Ficou uma marca.
Voltei ao título desta croniqueta. “Olha o que a Apple está escondendo de você”. Reconheço que prometi uma revelação. O título tem essa pequena falta de educação: entra na casa do leitor antes de dizer a que veio.
Mas o que me chamou a atenção estava nas próprias páginas. Primeiro, uma tecnologia é inconveniente. Depois, passa a ser desejável. Entre uma avaliação e outra, chegam uma nova tela, um novo nome e um preço que exige alguns segundos de silêncio.
Há mudanças técnicas reais nessa história. Também há um trabalho cuidadoso para nos ensinar a olhar novamente para coisas que já conhecíamos. Como publicitário, acompanho com interesse. Como consumidor, começo a fazer contas. Os dois raramente chegam juntos à mesma conclusão.
