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De fornecedora a parceira: a Pio Comunicação Visual e o novo papel da produção nas experiências de marca

Por Redação

13/10/2026 08h52

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Fundada por Wagner Melo, empresa cearense estrutura áreas internas para atuar de forma consultiva em eventos, ativações e campanhas de varejo

Uma campanha de Natal que precisa chegar a todas as lojas de uma rede em prazo curto e uma corrida de rua ainda em fase de reuniões técnicas. São esses os dois projetos que a Pio Comunicação Visual, de Fortaleza, apresenta como retrato do momento que vive, o de uma empresa de produção que passa a ser chamada para a conversa antes de a peça estar definida. Nas palavras de Wagner Melo, fundador da empresa, “a gente não quer ser apenas quem produz. Queremos ser quem ajuda a fazer dar certo”.

Segundo ele, a Pio nasceu oficialmente em julho de 2024, mas com um repertório formado antes, em áreas de planejamento estratégico, televisão, rádio e atendimento comercial, incluindo uma passagem pelo Sistema Verdes Mares. Foi nesse caminho que ele diz ter aprendido sobre marca, prazo, reputação, relacionamento e entrega. “Quando a Pio nasceu, eu não queria criar apenas uma empresa para produzir placas, adesivos ou fachadas. Eu já enxergava que a comunicação visual tinha um papel maior: ela ajuda a materializar a presença das marcas no mundo físico”, afirma.

Do pedido de peça ao desafio de presença

A mudança de posicionamento veio de dois movimentos simultâneos, uma leitura do próprio fundador sobre o mercado e uma demanda que os clientes começaram a trazer. Em vez de encomendar um item específico, muitos chegavam com um problema mais amplo: um evento que precisava de mais impacto, uma campanha que precisava ganhar corpo, uma loja que precisava comunicar melhor, uma fachada que precisava ser percebida. “Foi ficando muito claro para mim que a comunicação visual não pode ser tratada só como o final do processo. Ela faz parte da forma como a marca aparece, se conecta e é lembrada”, diz Wagner.

Na prática, o que muda é o momento de entrada no projeto. Quando atua apenas como executora, a empresa costuma receber o trabalho pronto, com pouco espaço para ajuste técnico. Como parceira, participa da etapa em que ainda se discutem objetivo da marca, ambiente, materiais, instalação, prazo, acabamento, durabilidade e impacto visual, o que, segundo ele, reduz o retrabalho e torna a entrega mais segura.

Para sustentar essa proposta, a Pio vem organizando as áreas de atendimento, orçamento, produção, impressão, acabamento, serralheria, laser e instalação, além de adotar processos mais claros, mais planejamento e acompanhamento técnico.

Natal em rede e uma corrida em planejamento

O primeiro exemplo citado por Wagner é a comunicação de Natal da rede Casa Freitas, em execução em todas as lojas, com envelopamento e comunicação externa das unidades. O desafio, nesse caso, é de operação. “Quando envolve várias lojas, não basta produzir bem uma peça isolada. É preciso organizar produção, logística, equipe de instalação, padronização e controle de prazo”, afirma.

O segundo é a Corrida Unimed Fortaleza, que está em fase de reuniões de alinhamento e planejamento conduzidas junto à Develop, agência responsável pelo planejamento do evento. Ali, a empresa participa antes da entrega final e ajuda a avaliar viabilidade, materiais, montagem e a forma de executar os pontos de comunicação da corrida.

Presença física em um mercado mais exigente

Wagner avalia que o mercado cearense de eventos e ativações é promissor porque as marcas voltaram a tratar a presença física como parte central do relacionamento com o público, mesmo com a força do digital. Evento, ponto de venda, loja e ativação seguem relevantes, mas diante de um público mais exigente. “Não basta montar uma estrutura qualquer ou produzir uma peça bonita isolada. Tudo precisa ter coerência, acabamento, leitura de marca, funcionalidade e capacidade de gerar memória”, diz.

É nesse cenário que ele pretende posicionar a Pio, como uma empresa que entende tanto o bastidor quanto o impacto final e que dialoga com agências, produtores, marcas e departamentos de marketing. “Para mim, comunicação visual, quando é bem pensada, não é apenas suporte. Ela faz parte da reputação da marca”, afirma.