Resultado acompanha a estratégia de expansão da instituição em ensino, pesquisa e internacionalização, que inclui o novo Complexo Yolanda e Edson Queiroz
Um dos levantamentos de desempenho acadêmico mais acompanhados do mundo, o Times Higher Education (THE) World University Rankings 2027 voltou a reconhecer a Universidade de Fortaleza (Unifor), mantida pela Fundação Edson Queiroz, como a melhor instituição de ensino superior privada das regiões Norte e Nordeste. Com presença em edições consecutivas do ranking, a universidade consolida seu lugar entre as instituições brasileiras avaliadas pela publicação britânica.
O peso do resultado fica mais claro diante do tamanho do universo. Das 2.244 instituições privadas de ensino superior do país, segundo o Censo da Educação Superior 2024, apenas 23 foram classificadas pelo THE 2027. A Unifor ocupa a 11ª posição nesse grupo, o que a coloca entre as principais privadas brasileiras no ranking.
“Estar entre as instituições classificadas pelo THE e manter a liderança entre as privadas do Norte e Nordeste representa o reconhecimento de um trabalho contínuo, construído diariamente por toda a nossa comunidade acadêmica”, afirma o reitor da Unifor, Randal Martins Pompeu.
O que o ranking mede
Criado em 2004 pela organização britânica Times Higher Education, o ranking se tornou parâmetro global para estudantes, pesquisadores e gestores de instituições de ensino. A metodologia se organiza em cinco eixos:
- ensino, que observa o ambiente de aprendizagem;
- pesquisa, que considera volume, receita e reputação;
- qualidade da pesquisa, medida pelo impacto das citações;
- perspectiva internacional, que avalia corpo docente, alunos e cooperação científica;
- indústria, voltado à transferência de conhecimento.
Entrar na lista também exige um patamar mínimo de produção. Para ser classificada, a instituição precisa oferecer graduação, produzir pesquisa em diferentes áreas e somar ao menos mil publicações científicas entre 2021 e 2025, com um mínimo de 100 por ano.
A edição 2027 reuniu o número recorde de 2.297 universidades de 118 países e territórios, ante 2.191 no ano anterior. O Brasil aparece com 58 instituições classificadas, a maior presença entre os países da América Latina. Foi também uma edição simbólica para o país: a USP alcançou a 141ª posição, e pela primeira vez uma universidade brasileira entrou no grupo das 150 melhores do mundo.
Novo complexo e agenda internacional
O reconhecimento chega em um momento de expansão para a Unifor. A Fundação Edson Queiroz vem projetando novos investimentos para a universidade, e é nesse contexto que surge o Complexo Yolanda e Edson Queiroz, concebido para ampliar as frentes de ensino, pesquisa, inovação e cooperação científica da instituição.
A iniciativa está ligada à estratégia de ampliar a presença da Unifor no cenário acadêmico internacional. Na prática, a internacionalização envolve a expansão de parcerias com instituições estrangeiras, o estímulo à mobilidade acadêmica, a cooperação entre pesquisadores e a inserção da produção científica da universidade em redes globais de conhecimento. Somam-se a isso investimentos em novas tecnologias educacionais e em capacitação docente.
Ao ampliar a infraestrutura e criar novos espaços para a produção e a circulação do conhecimento, a universidade direciona seus investimentos para critérios que pesam nas avaliações internacionais, como impacto científico, cooperação entre pesquisadores e conexão com o exterior. Em um universo de mais de 2 mil instituições privadas, em que apenas 23 alcançam o THE, esses fatores definem quem consegue disputar espaço nos principais rankings globais.
