O levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica o potencial baiano para reposicionar o Nordeste em cadeias produtivas atualmente dominadas por poucos países: a prospecção de terras raras, grupo de minerais estratégicos para a indústria de tecnologia, produção de eletrônicos, carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de defesa.
Segundo dados mapeados pelo SGB, publicação que sistematiza informações voltadas ao planejamento e ao desenvolvimento do setor mineral, a Bahia concentra cerca de 38% das áreas requeridas para terras raras, percentual que reflete a diversidade de ambientes geológicos com potencial para mineração.
Para a economia baiana, a cadeia de terras raras abre espaço para a geração de novos polos industriais, empregos qualificados e atração de capital de longo prazo. No contexto da região nordeste, o setor fortalece a inserção da região em mercados de alto valor agregado e amplia a participação nordestina na economia nacional.
Para o Brasil, o avanço sobre reservas de terras raras tem implicações estratégicas. O país pode reduzir a dependência externa de minerais críticos, ganhar protagonismo, e se tornar mais competitivo na relação com outros países em setores-chave.
Posição, que na disputa Global, a China ocupa posição dominante e concentra grande parte da extração e, principalmente, do processamento industrial desses minerais, avançar no aproveitamento de reservas nacionais simboliza um movimento de redução de vulnerabilidades industriais e conquista da soberania econômica.
Evento Nosso Meio em Brasília levanta pauta ESG
O Nosso Meio realizou o lançamento da 2ª edição do Impresso Nosso Meio Brasília, que teve como título “Educar para o Agora”. A diretora de marketing e comunicação corporativa da petroquímica Braskem, Ana Laura Sivieri, participou de um bate-papo conduzido pelo diretor do Nosso, Fernando Hélio Martins Brito. Entre os temas debatidos, Fernando e Ana Laura dialogaram sobre a importância do marketing estratégico em tempos de transformação do comportamento de consumidores e stakeholders; o papel da comunicação como ponte entre iniciativas ESG e a reputação das empresas; e os desafios e oportunidades dos relacionamentos institucionais com o poder público.
“Eu digo que eu trabalho para duas marcas: a Braskem e o plástico, porque pro consumidor final, existe essa imagem que o plástico é um vilão e é uma responsabilidade nossa transformar isso. Claro, que esse problema não está só no nosso colo, mas como nós somos a maior petroquímica da América, nós temos que puxar esse diálogo e mudar a percepção das pessoas sobre o plástico. Nosso propósito de marca é melhorar a vida das pessoas através criando soluções sustentáveis do que vem do plástico, incluindo as inovações, porque se não a gente não constrói a petroquímica do futuro que nós queremos”, destacou Ana Laura.
