A TV por assinatura no Brasil já perdeu 61,08% de seus assinantes desde o pico registrado em 2014, segundo dados da Anatel. A base, que já ultrapassou 19 milhões de acessos, caiu para cerca de 7,6 milhões em 2025, consolidando uma tendência de retração contínua.
Pesquisas do Kantar Ibope Media reforçam que a mudança não está apenas no preço, mas no comportamento: o consumidor prioriza conveniência, consumo sob demanda e multiplataforma.
O impacto econômico é direto sobre operadoras e programadoras, que enfrentam queda de receita recorrente, redução de investimentos em canais lineares e renegociação de contratos de conteúdo.
Estudos da Serasa Experian mostram que a afinidade com a TV paga diminuiu de forma consistente, enquanto o streaming ganha espaço mesmo entre faixas etárias mais altas, antes consideradas mais resistentes à mudança. O modelo tradicional de pacotes fechados perde competitividade frente a serviços digitais mais flexíveis e personalizados.
As implicações para o mercado audiovisual e publicitário são profundas. A audiência fragmentada acelera a migração de verbas para plataformas digitais, baseadas em dados e segmentação, reduzindo o protagonismo da TV por assinatura como meio de massa. Para o setor, o desafio passa a ser reposicionar o serviço, seja via bundles com internet e streaming, seja com conteúdo ao vivo e esportivo, em um cenário em que escala, tecnologia e experiência do usuário definem quem permanece relevante.
Abrigo Amigo: como a Eletromidia usa mídia OOH para gerar impacto social
Neste episódio do Nosso Meio Cast, recebemos Marina Lika, gerente de Projetos Institucionais da Eletromidia, para uma conversa sobre o papel da mídia Out of Home (OOH) na transformação das cidades e na geração de impacto social. Ao longo do episódio, Marina apresenta os projetos da Eletromidia para 2026, comenta o crescimento do mercado de OOH no Brasil e detalha a chegada do projeto Abrigo Amigo a Fortaleza, iniciativa criada em parceria com a AlmapBBDO, premiada em Cannes, e que busca oferecer mais segurança e acolhimento em pontos de ônibus. A conversa aborda ainda os critérios que levaram Fortaleza a ser a primeira capital do Nordeste a receber o projeto, os desafios da expansão nacional e a missão da executiva na implementação de iniciativas com propósito em diferentes cidades do país.
