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Bairros do Nordeste entram na lista dos mais caros do Brasil

Por Redação

13/01/2026 10h09

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Sete áreas da região aparecem no ranking nacional de valorização imobiliária

O mercado imobiliário brasileiro voltou a revelar regionalidades marcantes no valor do metro quadrado residencial, e o Nordeste ganhou destaque em um ranking antes dominado por capitais do Sul e Sudeste.

Segundo o Índice FipeZap, que acompanha os preços médios de imóveis usados em todo o país, sete bairros nordestinos figuram entre os 50 mais caros do Brasil, evidenciando a crescente valorização da região no cenário nacional.

A partir da 19ª colocação, figuram os seguintes bairros do Nordeste:

  • Pajuçara — Maceió (AL): 19ª posição, com o metro quadrado em torno de R$ 14.455
  • Ponta D’Areia — São Luís (MA): 27ª colocação, com cerca de R$ 13.153/m²
  • São Marcos — São Luís (MA): 31ª posição, com aproximadamente R$ 12.379/m²
  • Meireles — Fortaleza (CE): 34º lugar, com o metro quadrado médio de R$ 12.634
  • Ponta do Farol — São Luís (MA): 39ª posição, com valor semelhante a São Marcos
  • Cabo Branco — João Pessoa (PB): 46ª posição, com cerca de R$ 12.050/m²
  • Barra — Salvador (BA): 49ª colocação, com média de R$ 11.880/m²

Para Ramon Caetano, corretor de imóveis em Salvador (BA), o avanço desses bairros reflete uma mudança clara no comportamento dos investidores. “O investimento em ativos imobiliários é a grande âncora para a segurança patrimonial e para a alavancagem financeira. Diversificar é importante, mas ter segurança e retorno sobre o capital investido é mais que necessário”, afirma.

Segundo ele, o cenário internacional e as instabilidades econômicas têm direcionado capital para ativos reais. “Hoje, com as incertezas de mercado, reposicionamento geopolítico e crises econômicas, investir em imóveis com apoio de uma consultoria especializada é o caminho mais seguro para a proteção patrimonial e para a geração de ganhos reais ao longo do tempo”, explica.

O especialista destaca que o litoral nordestino se tornou um dos principais focos desse movimento. “O mercado passou a olhar com mais atenção para áreas do litoral do Nordeste, onde o investidor consegue adquirir imóveis na planta, com potencial de valorização entre 20% e 30% até a entrega”, pontua.

Além da valorização na fase de construção, Ramon chama atenção para o ciclo de crescimento do imóvel após a entrega. “Um imóvel novo, bem localizado, costuma ter uma valorização expressiva nos seus primeiros dez anos. Além disso, ele pode ser monetizado por meio da locação, gerando renda recorrente e tornando o investimento praticamente autossustentável”, diz.

Nesse contexto, a presença de bairros nordestinos entre os mais valorizados do país indica uma mudança estrutural no mapa imobiliário brasileiro. “Escolher uma consultoria especializada que compreenda o perfil do investidor e direcione para produtos sólidos é fundamental para minimizar riscos e garantir rentabilidade acima de outras modalidades de investimento”, conclui Ramon Caetano.

A consolidação de polos como Maceió, São Luís, Fortaleza, João Pessoa e Salvador no ranking nacional mostra que o Nordeste deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ocupar posição estratégica no radar dos grandes investidores imobiliários do país.