Roberto Tourinho assume como vice-presidente e Regina Augusto permanece na diretoria executiva
O Cenp, Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário, oficializou hoje, em evento realizado no Solar Fábio Prado, em São Paulo, o início de sua nova gestão para o biênio 2026/2028. Melissa Vogel, executiva com carreira de mais de 30 anos no mercado de inteligência de dados, assumiu a presidência da instituição, com o publicitário Roberto Tourinho como vice-presidente. Regina Augusto, que ocupou o posto de diretora executiva do Cenp nos últimos quatro anos, permanece no cargo.
O mandato de Melissa e Tourinho, iniciado em 1º de abril, marca uma nova etapa da instituição, após um ciclo de quatro anos, durante o qual o Cenp fortaleceu a autorregulação do mercado publicitário por meio do diálogo e da construção coletiva e se consolidou como um centro de produção e disseminação de boas práticas e conhecimento sobre o setor.
Ex-presidente da Kantar IBOPE Media e do IAB Brasil, Melissa Vogel é a primeira mulher a presidir o Cenp. Sua principal missão é dar continuidade ao trabalho de mediação e aprofundamento do diálogo entre todos os elos do mercado publicitário brasileiro, em um momento de profunda transformação do comportamento do consumidor de mídia.
“Vamos trabalhar para a contínua evolução de um projeto bem-sucedido e consolidado levando em conta as profundas transformações que o mercado publicitário tem passado e os desafios que essas mudanças impõem“, diz Melissa. “Assumir a liderança do Cenp, como presidente voluntária, é a coroação de minha atuação em entidades de classe e como executiva de um mercado que contribui tanto para a economia brasileira.”
Roberto Tourinho, com uma carreira de décadas na liderança de agências de publicidade, passa a acumular a vice-presidência do Cenp com o cargo de vice-presidente executivo da agência Propeg. Tourinho já era integrante da diretoria executiva e do Conselho Superior do Cenp. “Acredito muito no papel das entidades de classe como incentivadoras do amadurecimento do setor”, afirma. “A busca pelo entendimento entre os diferentes atores e por soluções que beneficiem o mercado como um todo deve ser o foco da nossa atuação”, finaliza.
Durante a cerimônia de posse da nova gestão, foi lançado o Guia Cenp de Mensuração Cross Media. Fruto de um trabalho desenvolvido desde meados de 2024 por 20 profissionais dos quatro pilares do mercado publicitário (agências, anunciantes, veículos e elos digitais), o documento tem como propósito apoiar a compreensão, o planejamento, a operação, a mensuração e a análise de resultados da atividade publicitária cross media. O foco foi a mensuração de resultados de consumo e campanhas em vídeo em todas as telas.
“Com esse documento, queremos oferecer recomendações de práticas e de parâmetros para métricas qualificadas em um cenário de crescente fragmentação do consumo de meios de comunicação”, afirma Boaventura Junior, diretor de mídia da agência Galeria e coordenador do Grupo Especial de Integração de Métricas de Audiência do Cenp, responsável pela concepção do Guia. “O consumidor de vídeo hoje é multiplataforma e transita entre a TV linear, o streaming e o celular de forma fluida. Isso gerou um grande desafio para a publicidade. O Guia Cross Media é a nossa primeira resposta colaborativa e unificada a esse cenário. Por meio desses primeiros parâmetros, o mercado pode ter mais elementos para analisar a jornada das marcas, assegurando consistência na narrativa das campanhas”, destaca.
Uma das propostas do Guia é integrar métricas para definir critérios claros de comparação entre diferentes meios, com o objetivo de evitar dupla contagem de audiência e permitir a comparação adequada entre diferentes métodos e registros de dados. Um desses caminhos passa pela adoção de um padrão internacional em que o anúncio em vídeo precisa ser integralmente visível na tela por, pelo menos, dois segundos contínuos para ser “traduzido” em impacto real.
Outra recomendação é a determinação de regras isonômicas para o consumo de vídeo em todos os dispositivos e, também, fora do domicílio, levando em consideração características próprias do mercado brasileiro. Ou seja: TV linear, vídeo on demand, plataformas de streaming ou redes sociais devem ser medidos sob os mesmos critérios de exigência e transparência. O Guia está alinhado a benchmarks globais de instituições como o Media Ratings Council (MRC) e World Federation of Advertisers (WFA).


