É a primeira empresa de capital chinês de produção de veículos e baterias a obter esta certificação no Brasil
Em um setor historicamente marcado por burocracia portuária e gargalos alfandegários, o complexo industrial da BYD Auto em Camaçari, na Bahia, conquistou a Certificação OEA (Operador Econômico Autorizado), na modalidade Conformidade Qualificado, concedida pela Receita Federal do Brasil.
Com a conquista, o complexo baiano atinge um importante patamar: apenas 8 empresas em toda a Bahia possuem essa certificação. O selo coloca a operação de veículos elétricos e baterias em um grupo extremamente restrito de eficiência logística e compliance no Nordeste. O impacto é direto: há uma redução expressiva de custos logísticos pesados, como armazenagem e demurrage (taxas de atraso de contêineres), além de permitir uma gestão de estoques de segurança extremamente enxuta e resiliente.
Enquanto a média de mercado para processos desse tamanho costuma se estender por anos, o marco foi alcançado em um tempo recorde de nove meses, consolidando a BYD na vanguarda do setor automotivo e de energia no Brasil.
Para o Vice-Presidente Sênior da BYD Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto do Brasil, Alexandre Baldy, o selo materializa uma visão de longo prazo muito clara para o mercado nacional. “Para a BYD, o principal valor da certificação OEA está em transformar conformidade aduaneira em eficiência operacional. Uma cadeia de importação mais segura, ágil e previsível significa maior capacidade de planejamento, menor exposição a riscos e mais resiliência para o abastecimento da nossa operação industrial. Mas essa conquista representa algo ainda maior: mostra que a BYD não veio ao Brasil apenas para crescer, mas para estabelecer um novo padrão de excelência. Estamos construindo uma operação de classe mundial, na qual conformidade, eficiência e inovação caminham juntas. Porque, para nós, ser número um não significa apenas estar na liderança, mas ter a capacidade de estabelecer o padrão que os outros vão seguir”, declara.
O complexo de Camaçari recebe, em média, 250 contêineres por dia. Antes do status OEA, liberar esse volume implicava em retenções que podiam se estender por até cinco dias. Agora as cargas são liberadas em, no máximo, um dia, já que a adoção de registros antecipados dessas cargas permite aos caminhões encostarem e retirarem as mercadorias imediatamente após a chegada dos navios.
O compromisso é aprimorar continuamente os padrões alcançados, fortalecendo a cultura de conformidade, segurança e excelência nas operações para pavimentar o futuro da mobilidade sustentável no país.
