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Curtida não é voto, clique não é venda

Por Redação

30/10/2026 09h56

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Por Raphaela Sobral, head de marketing do INBEC

A eleição deste ano deixou uma aula de marketing a céu aberto, e ela vale para qualquer produto ou serviço. O que vimos nas campanhas é o que quem trabalha com marca conhece bem. A rede serve para ganhar alcance, testar mensagem e manter a conversa viva. A rua serve para dar corpo, presença e confiança. As duas frentes trabalhando juntas, cada uma no seu papel. Sem disputa de protagonismo.

Na última etapa do funil, com o campo mais estreito, isso ficou ainda mais claro. A rede espalhou a mensagem, furou bolhas e gerou conversa. Mas foi a presença física, o contato direto e a mobilização no bairro que levaram as pessoas do “gostei” para o “vou”. Do engajamento para a ação.

E isso não tem nada de exclusivo da política. É o que acontece com qualquer cliente. Ele vê um anúncio no feed, ouve o rádio no trânsito, pergunta a um amigo, pesquisa no Google ou na IA e fecha a compra na loja do bairro. Para ele não existe on e off. É uma jornada só.

A lição é simples e dura: atenção não é adesão. Milhões de visualizações não garantem um voto, assim como um anúncio muito visto não garante uma venda. Vaidade não paga boleto. A mídia online mede, escala e ajusta rápido. A mídia offline cria lembrança, credibilidade e experiência. E o boca a boca, hoje no grupo de WhatsApp e na fila do mercado, liga as duas pontas e dá o aval final.

Por isso a pergunta mais útil para quem decide orçamento não é “on ou off?”. É: onde o meu cliente está em cada etapa da decisão e o que ele precisa ver ali para dar o próximo passo com segurança? E vale o alerta: a coerência decide. Quem promete uma coisa na tela e entrega outra no atendimento perde confiança rápido, seja candidato, seja marca.

No marketing, como nas urnas, não ganha quem grita mais alto ou está em todos os lugares. Ganha quem entende que presença não é estar em todo lugar, e sim ser consistente em cada um deles. E no seu negócio, onde a decisão do cliente realmente se fecha: na tela ou no contato direto?