Economia

Geração Z já representa 48% dos jovens economicamente ativos no Brasil, aponta IBGE

Por Lucas Abreu

16/05/2025 10h59

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Jovens nascidos entre 1995 e 2010 são mais engajados por empresas que possuem um propósito claro e com causas sociais bem definidas

A Geração Z tem transformado o mercado de trabalho. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), essa geração representa 32% da população mundial. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 47 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, e 48% já estão economicamente ativas.

Essa geração se destaca por uma facilidade natural com tecnologia. Eles aprenderam a mexer em dispositivos desde muito cedo e têm rápida adaptação a softwares e ferramentas digitais. Isso agrega muito valor para as empresas que buscam inovação e agilidade”, explica Igor Moreira, CEO da EvoEstágios e especialista em gestão e recrutamento.

Além da afinidade com tecnologia, Igor também destaca que o espírito empreendedor é outra característica marcante dessa geração. “Mesmo como estagiários, muitos demonstram um pensamento de dono, o que fortalece o conceito de intraempreendedorismo dentro das empresas. É uma geração ambiciosa, que quer crescer rápido e busca constantemente se desenvolver, embora seja necessário dosar a ansiedade por resultados imediatos”, pontua.

Outro ponto a se observar é o engajamento da Geração Z com empresas que possuem um propósito claro e com causas sociais bem definidas. Segundo a 4ª edição da Pesquisa Marketing de Causa, 59% desses jovens acreditam que a parceria comercial entre empresas e organizações da sociedade civil seja eficiente para tornar uma empresa socialmente responsável. Além disso, 74% dos jovens da Geração Z acreditam que seu trabalho deve ter um impacto positivo no mundo, conforme pesquisa realizada pela consultoria McKinsey em 2020.

“Não se trata apenas de salário. Eles querem ver o impacto do seu trabalho na sociedade. Quanto mais clara for a cultura organizacional, mais engajados eles estarão”, acrescenta Igor.

Segundo o especialista, o cuidado com o jovem na empresa também precisa ser prioridade, já que uma tendência da Geração Z é a demanda por processos claros e feedbacks sobre o seu trabalho. Para ele, o papel da empresa não termina com a contratação. Integrar, desenvolver e lapidar o talento são responsabilidades dos líderes e gestores. “Nenhuma organização é formada só por veteranos ou só por novatos. É preciso haver mescla. E cabe aos profissionais mais experientes orientar os jovens, independentemente da geração. Isso garante a continuidade do conhecimento e o fortalecimento do time como um todo”, conclui.