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30 anos do UOL: de pioneiro da internet brasileira a uma das maiores plataformas digitais de conteúdo e serviços da América Latina

Por Redação

21/05/2026 14h00

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Quando o UOL foi lançado, em 1996, o Brasil tinha menos de dois milhões de usuários de internet. Não havia redes sociais, smartphones ou streaming. A conexão era discada, lenta e cara. Naquele cenário, o portal pioneiro do Grupo Folha apostou que o digital seria o futuro da informação no país. Três décadas depois, os números provam que a aposta estava certa.

A plataforma recebe hoje visitas de cerca de 90% dos brasileiros conectados todos os meses, um total de mais de 70 milhões de pessoas em busca de informação, serviço, entretenimento e educação. A homepage do portal registra mais de 114 milhões de visitantes únicos por mês. 

O aniversário ganhou reconhecimento formal. Em abril deste ano, senadores e deputados realizaram sessão solene no Plenário do Senado em homenagem aos 30 anos do portal, apontando o jornalismo profissional como resposta ao avanço da desinformação. O requerimento foi do senador Rodrigo Pacheco, que classificou o UOL como um marco do jornalismo digital brasileiro.

“Ao longo de três décadas, o UOL construiu uma trajetória única, de pioneiro da internet brasileira a uma das maiores plataformas digitais de conteúdo e serviços da América Latina. Em um ambiente de informação e desinformação, o nosso papel é ajudar o brasileiro a entender o mundo, e isso exige responsabilidade”, comentou Samia durante a sessão.

Do bate-papo ao ecossistema

Para quem viveu os anos 2000 no Brasil, o UOL é memória afetiva. As salas de bate-papo reuniam milhões de usuários diariamente e criaram uma cultura digital própria, muito antes das redes sociais. Mas a empresa que chegou aos 30 anos é substancialmente diferente daquela dos primeiros anos.

Ao longo das três décadas, o UOL lançou o Canal UOL na TV por assinatura, criou o banco digital PagBank, adquiriu parte da empresa NEOOH e estruturou um ecossistema que combina produção editorial, eventos, streaming e distribuição multiplataforma. O portfólio inclui ainda o TOCA, plataforma de música, e o CarnaUOL, festival pré-carnaval que funciona como projeto integrado de conteúdo, mídia e experiência ao vivo. No WhatsApp, a empresa mantém mais de 39 milhões de assinantes distribuídos em mais de 200 canais temáticos. 

A lógica da permanência

Paulo Samia está no UOL desde 2000. Saiu, passou por empresas como Booz Allen e Intel, e voltou em 2016 para assumir a diretoria de planejamento estratégico. Em 2019, tornou-se CEO. É dele a visão que orienta o grupo hoje.

Para Samia, a longevidade do UOL não é coincidência. “Tem coisas que não mudam: nosso compromisso com jornalismo de qualidade, independência, pluralidade, credibilidade. Isso é o nosso núcleo. É o que construiu a confiança que a gente tem hoje e, num ambiente cada vez mais barulhento e cheio de desinformação, isso só fica mais valioso. Por outro lado, todo o resto precisa evoluir o tempo inteiro. Tecnologia, formato, distribuição, produto”, afirma o executivo. 

A distribuição segue o público, onde quer que ele esteja. “O UOL é produtor de conteúdo, mas, acima de tudo, é distribuidor onde a audiência está. Se o público migra, migramos junto”, complementa o CEO.

O próximo capítulo

O aniversário de 30 anos chega em meio à maior transformação tecnológica do setor desde o surgimento da internet. A inteligência artificial já está dentro da redação e dos processos do grupo, e a liderança da empresa trata o tema como oportunidade, não ameaça.

“O UOL nasceu na largada da internet comercial no Brasil e nunca parou de se reinventar: passamos por desktop, mobile, redes sociais, vídeo e agora estamos mergulhando fundo em inteligência artificial. A lógica é simples: a gente não preserva o passado por apego, mas porque é o que nos mantém relevantes”, disse Samia. 

Murilo Garavello, diretor de jornalismo do UOL, complementa a visão ao defender o uso da tecnologia “para expansão das capacidades do jornalismo e dos jornalistas”, sem abrir mão dos princípios de “jornalismo independente, plural e apartidário”. 

A meta para os próximos 30 anos foi declarada com objetividade pela liderança do grupo: continuar sendo a principal porta de entrada para conteúdo, serviços e entretenimento digital no Brasil, agora em um cenário muito mais competitivo e fragmentado.