Grupo Mateus ocupa a 6ª posição nacional, enquanto Ceará lidera em número de representantes da região no ranking, com doze empresas
Mesmo em um cenário de juros elevados e inadimplência, as maiores empresas do varejo brasileiro mantiveram crescimento em 2025. As 300 companhias reunidas no TOP 300 do Varejo Brasileiro movimentaram R$ 1,3 trilhão em vendas ao longo do ano, segundo levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT). Desse universo, 33 empresas são nordestinas, colocando a região entre os principais polos do varejo nacional.
O Grupo Mateus (MA) é o principal destaque nordestino e aparece na 6ª colocação geral, sendo também a única empresa da região entre as dez primeiras posições. O ranking ainda traz nomes como Pague Menos (CE), Atakarejo (BA), Grupo Claudino/Armazém Paraíba (PI), Supermercados Nordestão (RN) e Ferreira Costa (PE) nas primeiras posições entre as representantes regionais.
O Ceará é o estado com maior presença no levantamento, com doze empresas, seguido pela Bahia, com seis, e pelo Rio Grande do Norte, com cinco. Maranhão, Pernambuco e Piauí têm quatro representantes cada, enquanto Paraíba e Alagoas aparecem com duas empresas.
O topo do ranking reúne empresas de diferentes segmentos. Carrefour, Assaí, RD Saúde, Magazine Luiza, Grupo Boticário, Grupo Mateus, Casas Bahia, Natura&Co, Supermercados BH e Grupo Pão de Açúcar formam as dez primeiras posições e, juntas, concentram 36,4% das vendas das 300 maiores empresas.
A participação dos diferentes setores também revela uma forte concentração do faturamento. Supermercados e hipermercados respondem por 52,3% das vendas, enquanto drogarias e perfumarias representam 14,9%. Somadas, as duas categorias correspondem a mais de dois terços do total movimentado pelas maiores varejistas.
Entre os segmentos analisados, o foodservice registrou o maior avanço em 2025, com crescimento de 16,7%. Na sequência aparecem Óticas, Joias e Acessórios, com alta de 13,6%, e Drogarias e Perfumarias, com 13%. Na outra ponta, Lojas de Departamento e Artigos do Lar tiveram crescimento mais moderado, de 2% no período. Os números mostram que, apesar da concentração do faturamento em grandes categorias, os ritmos de expansão variam significativamente entre os segmentos.
O levantamento também mostra a expansão do grupo de empresas de grande porte no varejo. Em 2025, 206 companhias registraram receita superior a R$ 1 bilhão, oito a mais que no ano anterior. Em 2020, eram 138. Somadas, essas empresas responderam por R$ 1,26 trilhão, equivalente a 94,7% do faturamento das 300 maiores. Já o número de companhias com receitas acima de R$ 10 bilhões chegou a 28 em 2025, contra cinco em 2015.
Confira as 33 representantes da região no TOP 300:
- 6º — Grupo Mateus (MA)
- 18º — Pague Menos (CE)
- 45º — Atakarejo (BA)
- 64º — Grupo Claudino/Armazém Paraíba (PI)
- 99º — Supermercados Nordestão (RN)
- 103º — Ferreira Costa (PE)
- 112º — Coco Bambu (CE)
- 132º — Supermercado Queiroz (RN)
- 133º — Mercadinhos São Luiz (CE)
- 143º — Supermercado Cometa (CE)
- 146º — R. Carvalho Supermercado (PI)
- 151º — Óticas Diniz (MA)
- 176º — Âncora Distribuidora (CE)
- 180º — Rede Mix Supermercados (BA)
- 190º — Hiperideal (BA)
- 201º — Nosso Atacarejo (RN)
- 204º — Redepharma (PB)
- 223º — Carvalho Supershop (RN)
- 228º — Drogaria Globo (RN)
- 231º — Bem Mais Supermercados (PB)
- 237º — Total Atacado (BA)
- 241º — Novo Mix Atacado (BA)
- 243º — Centerbox Supermercado (CE)
- 246º — Bom Vizinho/Pinheiro Supermercado (CE)
- 250º — Império Móveis e Eletros (PE)
- 251º — Zenir Móveis e Eletros (CE)
- 260º — Unicompra Supermercados (AL)
- 262º — Grupo Ramiro Campelo (BA)
- 270º — Bonanza Supermercado (PE)
- 272º — Magazine Liliane (MA)
- 286º — Macavi (CE)
- 289º — Lagoa Supermercado (CE)
- 290º — Supermercado Moranguinho (CE)
- 291º — Diniz Supermercados (CE)
- 294º — Farmácia Permanente (AL)
Entre as 227 empresas com resultados comparáveis entre 2024 e 2025, as vendas cresceram 8,6%, acima dos 6,4% registrados pelo varejo restrito brasileiro no mesmo período, segundo o IBGE. O resultado mostra a capacidade de expansão das grandes empresas mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador.
