Os aeroportos do Nordeste registraram um início de ano histórico. Entre janeiro e abril de 2026, os terminais da região movimentaram aproximadamente 7,4 milhões de passageiros, consolidando o melhor desempenho já registrado para o período e reforçando o papel do Nordeste como um dos principais motores do turismo nacional.
O crescimento acompanha uma tendência observada desde o início do ano. Apenas no primeiro trimestre, os aeroportos nordestinos somaram 5,8 milhões de passageiros, número 12,86% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e acima da média nacional, que avançou 8,95%. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
O desempenho é atribuído à combinação de fatores como a alta temporada de verão, o Carnaval, a ampliação da malha aérea e o fortalecimento do turismo regional. Destinos de praia, roteiros culturais, gastronomia e grandes eventos continuaram atraindo visitantes de todo o país e também do exterior.
Entre os aeroportos mais movimentados da região, o destaque ficou para o aeroporto de Aeroporto Internacional do Recife, que liderou o fluxo de passageiros no primeiro trimestre com cerca de 1,38 milhão de viajantes. Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional de Salvador, com aproximadamente 1,13 milhão de passageiros, e o Aeroporto Internacional de Fortaleza, com cerca de 807 mil passageiros. Juntos, os três terminais concentraram mais da metade da movimentação aérea do Nordeste.
O avanço também foi impulsionado pelo crescimento das operações internacionais. No primeiro trimestre, mais de 312 mil passageiros utilizaram voos internacionais com origem na região, enquanto o fluxo de turistas estrangeiros cresceu significativamente, impulsionado por novas rotas e ações de promoção turística.
A expectativa é que eventos como o São João e a Copa do Mundo de 2026 contribuam para manter o ritmo de crescimento ao longo do ano, ampliando ainda mais a circulação de visitantes e o impacto econômico sobre hotéis, restaurantes, comércio e serviços.
Turismo junino aquece a economia e amplia a malha aérea do Nordeste
O São João consolidou-se como um dos principais produtos turísticos do país, e o setor aéreo tornou-se um dos termômetros desse movimento. Em 2026, as operações aéreas para os principais destinos juninos do Nordeste cresceram 57,2% em relação ao ano anterior, saltando de 4.276 para 6.722 voos programados para o período festivo, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
O destaque é Campina Grande, na Paraíba, palco de uma das maiores festas juninas do mundo, que terá 163 voos programados, alta de 87% sobre as 87 operações de 2025. Outras praças seguem a mesma direção: João Pessoa cresceu 62,5% (884 voos), Caruaru passou de seis para oito operações (33,3%), Fortaleza ampliou em mais de 40%, São Luís 60%, Aracaju quase 40% e Maceió 57%.
O avanço reflete a demanda de turistas atraídos pela festa e movimenta uma cadeia que envolve rede hoteleira, restaurantes, comércio, transporte e a geração de empregos temporários em toda a região.
