Inovação

DCC Energy transforma eletropostos em canal de mídia de precisão no Ceará

Por Redação

25/09/2026 14h17

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Recarga de veículos elétricos cria audiência cativa em pontos de alta concentração corporativa e desloca a disputa do anunciante para o posicionamento de marca

A recarga de um carro elétrico leva de 20 a 45 minutos. Para o setor de mídia, esse intervalo virou ativo: um público parado, em ambiente controlado e diante de uma tela. É a partir dessa lógica que os eletropostos da DCC Energy, rede cearense de infraestrutura para veículos elétricos, começam a ser tratados como canal publicitário, com um perfil de audiência que a mídia tradicional tem o desafio de segmentar.

Audiência concentrada, não massificada

A aposta se apoia na localização. O BS Design Corporate Towers, em Fortaleza, reúne grande parte do PIB corporativo do estado e recebe cerca de 42 mil veículos por mês, segundo dados da própria empresa. Nos subsolos, 23 vagas de recarga atendem executivos e empresas que circulam pelo empreendimento.

Marcus Vinícius Saraiva, CEO Marwin Ventures

Para Marcus Vinícius Saraiva, CEO Marwin Ventures, empresa sócia na operação de mídia da DCC Energy, a resposta do mercado publicitário B2B tem sido “muito positiva” e confirma a tese que originou o projeto: concentrar visibilidade onde já está o poder de decisão. “Não é mídia de massa, é mídia de precisão, falando diretamente com decisores”, afirma. Segundo ele, anunciantes como a GWM enxergam ali compra de audiência qualificada, e não apenas exposição.

Ponto da DCC Energy no BS Design

O raciocínio dialoga com uma mudança mais ampla no mercado. Com o custo de alcance em mídia de massa pressionado e a dificuldade de chegar a públicos de alta renda por canais tradicionais, anunciantes têm migrado para ambientes onde o perfil é conhecido de antemão. De acordo com a DCC, mais de 85% dos usuários dos eletropostos pertencem às classes A e B, entre proprietários de elétricos e híbridos, executivos, hóspedes de hotéis e frequentadores de shoppings premium.

Do espaço de mídia ao território de marca

O movimento mais sofisticado está nas cotas de Naming Rights, que dão à marca o domínio visual de um ponto inteiro, físico e digital, do piso às colunas e às telas. Marcus Saraiva afirma que a receptividade do mercado local superou a expectativa inicial.

Na avaliação dele, a diferença está na natureza da decisão. Comprar inserção em tela é uma decisão de mídia. Adquirir a exclusividade de um território, sem concorrência visual de outras marcas do mesmo segmento, é uma escolha de posicionamento. “Deixa de ser uma decisão de mídia e passa a ser uma decisão de posicionamento estratégico de marca”, resume. É um produto premium, diz, e o mercado responde como tal.

Do ponto de vista de negócios, o modelo também reflete uma tendência de valorização de ativos de infraestrutura: quem controla o ponto de contato com o consumidor passa a ter uma segunda fonte de receita além da operação principal, no caso a venda de energia.

Rodovias ampliam o alcance

Daniel Carvalho, CEO e fundador DCC Energy

A rede não se limita à capital. Com a rota Fortaleza-Jericoacoara 100% coberta, a DCC tem estações na CE-040, na BR-222 e na CE-085, o que estende a exposição ao viajante de perfil premium. Para o fundador e CEO, Daniel Carvalho, a expansão para o Piauí e o Rio Grande do Norte já estava no desenho original da rede. “Seguimos ampliando não apenas a conexão entre cidades e estados, mas continuamente validando e desenvolvendo todo o ecossistema da eletromobilidade, o qual fomos um dos pioneiros, iniciando antes desse boom no mercado”, afirma.