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E-commerce cresce, mas falta gente: pesquisa revela oportunidade para agências que entregam mais do que tráfego

Por Redação

25/06/2026 11h27

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O e-commerce brasileiro segue em expansão acelerada. Segundo o relatório NuvemCommerce 2026, o setor cresceu 400% desde 2020 e mantém perspectivas positivas para os próximos anos. No entanto, o levantamento, realizado com mais de 1.500 lojistas entre outubro e dezembro de 2025, mostra que o crescimento das operações nem sempre é acompanhado pela estrutura necessária para sustentá-lo.

Entre os principais desafios enfrentados pelos e-commerces em expansão, 49% dos empreendedores afirmam não ter tempo para executar todas as demandas do negócio. Outros 35% apontam dificuldades para otimizar processos e reduzir custos, enquanto 30% relatam problemas para encontrar ou gerir profissionais qualificados. O cenário é ainda mais desafiador quando se considera que 59% dessas empresas operam no modelo chamado de “EUquipe”, em que o próprio empreendedor concentra grande parte das funções estratégicas e operacionais.

A pesquisa também revela que a terceirização já faz parte da realidade dos negócios mais maduros. Entre os e-commerces com faturamento superior a R$ 100 mil por mês, 74% contratam serviços externos, principalmente para gestão de tráfego pago. Apesar disso, áreas como redes sociais, SEO, marketing de influência e atendimento ao cliente ainda apresentam baixos índices de terceirização. O motivo parece estar ligado à confiança e à expectativa de resultados.

O estudo mostra que 20% dos lojistas estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos com os serviços contratados, enquanto 23% mantêm uma posição neutra. Na prática, quase metade dos clientes não percebe valor suficiente nas entregas recebidas. Segundo o relatório, a frustração ocorre quando as agências se limitam à execução operacional, enquanto empresas em crescimento buscam parceiros capazes de contribuir diretamente para o desempenho do negócio.

Nesse contexto, surge uma oportunidade para agências de marketing e consultorias digitais. Mais do que gerenciar campanhas, o mercado passa a demandar profissionais que compreendam indicadores de negócio, funil de vendas, retenção de clientes, rentabilidade e crescimento sustentável. Em outras palavras, o desafio deixa de ser apenas gerar tráfego e passa a ser gerar resultado.

Com 78% dos lojistas projetando crescimento para 2026, a tendência é que a demanda por parceiros estratégicos continue aumentando. Para as agências, o cenário reforça a necessidade de evoluir do papel de fornecedor para o de consultor de negócios, acompanhando a maturidade de um mercado que cresce rapidamente, mas ainda enfrenta gargalos de gestão e operação.