Go-to-Market: o segredo para lançar novos produtos com sucesso

Por Redação

25/09/2025 16h16

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Lançar um novo produto no mercado é um momento crítico para qualquer empresa. Segundo a Universidade de Harvard, cerca de 95% dos lançamentos não “acertam o alvo”— ou seja, não conseguem gerar tração suficiente para sustentar a continuidade. Já a Nielsen afirma que entre 80-85% de todos os lançamentos falham logo de início. Mesmo soluções inovadoras podem falhar se não forem apresentadas ao mercado de maneira estruturada. E o desperdício de recursos humanos e financeiros em lançamentos indevidos chegam a fechar as portas de muitas organizações saudáveis e lucrativas. 

É nesse contexto que a estratégia de Go-to-Market (GTM) assume papel central: ela define como posicionar, comunicar, vender e escalar um produto, garantindo que ele chegue ao cliente certo, no momento certo e pelo canal mais adequado.

Go-to-Market (GTM) é uma estratégia de entrada no mercado que define como uma empresa vai levar um produto, serviço ou solução até os clientes de forma eficiente, competitiva e lucrativa. É o plano que orquestra as áreas de Produto, Revenue Operations (Marketing, Vendas, Customer Success) e eventuais áreas de apoio, com o objetivo de introduzir uma oferta ao mercado.

Ela responde a perguntas essenciais como:

  • Quem é o cliente ideal?
  • Qual é a proposta de valor?
  • Quais canais serão usados para vender e comunicar?
  • Como será o processo de aquisição, conversão e retenção?
  • Como será medido o sucesso do lançamento?

Diferente do Planejamento Estratégico de Marketing que tem uma visão mais ampla de longo prazo, a estratégia de GTM tem uma abordagem mais focada em produto ou serviço e de curto prazo. À medida que o Planejamento de Marketing é construído para ser um mapa de guerra, o GTM é o plano de batalha, definindo movimentos táticos e executáveis para capturar oportunidades de mercado em momentos específicos. Um bom GTM nasce do planejamento estratégico de marketing. Sem o norte estratégico, o GTM pode ser desalinhado (por exemplo: vender para um segmento que não fortalece a marca). 

Em uma pesquisa da Gartner, abordando empresas que já utilizam estratégias de GTM, 85% dos entrevistados afirmaram que a estratégia Go-to-Market de sua empresa foi eficaz em gerar receita ou atingir objetivos de negócio. Existem vários benefícios relacionados, destacando os principais:

1. Redução de Riscos de Fracasso

Um GTM bem estruturado minimiza riscos ao identificar com clareza o público-alvo, o problema que será resolvido e a proposta de valor diferenciada.

2. Alinhamento Interno

Sem um plano GTM, Marketing, Vendas e Produto correm o risco de trabalhar em direções diferentes, com risco de sobrecarga nos setores Customer Success e Atendimento. A estratégia cria clareza e cadência unificada, alinhando todos os times em torno de um mesmo objetivo.

3. Aceleração na Adoção pelo Cliente

Quando a comunicação é clara e os canais corretos são utilizados, os clientes entendem rapidamente o valor do produto. Isso acelera a curva de adoção e reduz o tempo de payback.

4. Facilita Escalabilidade

Um GTM bem desenhado não serve apenas para o lançamento inicial. Ele cria processos e métricas que podem ser replicados e ajustados para futuras expansões, tornando o crescimento mais previsível.

Finalmente, as estatísticas mostram algo claro: a maioria esmagadora dos novos produtos falha, muitas vezes não por ausência de inovação, mas por falhas de execução. Uma estratégia de Go-to-Market bem estruturada — respaldada por pesquisa, alinhamento entre equipes e métricas — atua como mitigadora desse risco.

Empresas que adotam GTM como disciplina — não como “algo que fazemos quando lançamos algo novo” — têm maiores chances de converter inovação em receita, transformar lançamentos em sucessos repetidos e construir um diferencial competitivo sustentável.

Fernanda Rocha
CRO e Estrategista em Revenue Operations
Fernanda Rocha é graduada em Comunicação Social e mestre em Administração com foco em Marketing pela UFC, além de especialista em Finanças pelo IBMEC. Ao longo de mais de 20 anos de trajetória profissional, acumulou experiência em crescimento de negócios e ocupou posições C-Level por uma década. Reconhecida como uma das pioneiras no Brasil a exercer a função de Chief Revenue Officer (CRO), destacou-se pela implementação de estratégias de Revenue Operations (RevOps) e pela estruturação de modelos previsíveis e escaláveis de geração de receita. Atualmente, é CEO da Revening Educação e estrategista em Revenue Operations, apoiando empresas na integração entre Marketing, Vendas e Customer Success. Também atua como consultora, mentora e colunista do portal Nosso Meio, onde assina a coluna Reviravolta, dedicada a temas como estratégia, liderança e crescimento.