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Investimento em mídia cresce 18% no Brasil e reforça confiança do mercado publicitário

Por Redação

22/06/2026 11h52

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O mercado publicitário brasileiro começou 2026 em ritmo acelerado. Dados do Painel Cenp-Meios mostram que os investimentos em compra de mídia atingiram R$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, um crescimento de 18,3% em comparação ao mesmo período de 2025. O avanço representa um acréscimo de aproximadamente R$ 865 milhões e sinaliza um cenário de maior confiança dos anunciantes na comunicação como ferramenta estratégica para impulsionar negócios e fortalecer marcas.

O resultado chama atenção por superar com folga o desempenho da economia brasileira no período. Enquanto o investimento em mídia avançou em dois dígitos, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em torno de 1,8%, segundo dados utilizados pelo levantamento. Isso reflete um mercado mais otimista e a preparação das empresas para eventos de grande alcance previstos para este ano, como a Copa do Mundo e as eleições, que tradicionalmente impulsionam a disputa por atenção e audiência.

O levantamento foi realizado pelo Fórum de Autorregulamentação do Mercado Publicitário, o Cenp, com a participação de 297 agências de publicidade em todo o país. Os números consideram os Pedidos de Inserção efetivamente executados e faturados pelos veículos de comunicação entre janeiro e março. A metodologia permite acompanhar o comportamento real dos investimentos e serve como um importante termômetro da atividade publicitária nacional.

A alta observada no primeiro trimestre dá continuidade a uma trajetória positiva registrada nos últimos anos. Em 2025, os investimentos publicitários intermediados por agências alcançaram R$ 28,9 bilhões, crescimento de 10% sobre o ano anterior. O desempenho consolidou a publicidade como um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira, sustentado principalmente pelos investimentos em internet e televisão, que seguem liderando a distribuição das verbas de mídia.

Os números revelam que investir em comunicação deixou de ser uma despesa e passou a ser um ativo estratégico. Em um ambiente de forte concorrência, marcas que mantêm presença constante nos canais de mídia tendem a ampliar relevância, fortalecer relacionamento com consumidores e gerar vantagem competitiva. O desempenho do primeiro trimestre sugere que essa visão continua ganhando força no Brasil, impulsionando um setor que entra em 2026 com perspectivas otimistas para os próximos meses.