Com alta demanda, especializações em áreas como saúde e tecnologia podem ajudar a conquistar trabalho em menos tempo
Voltar ao mercado de trabalho ou conquistar o primeiro emprego ainda é um desafio para milhões de brasileiros. Segundo dados do IBGE, cerca de 1,1 milhão de pessoas procuram uma ocupação há dois anos ou mais. Nesse cenário, investir em educação e qualificação profissional pode ser um diferencial importante para ampliar as chances de contratação.
Os números mostram a relação direta entre escolaridade e empregabilidade. Enquanto a taxa de desocupação entre pessoas com ensino médio incompleto é de 10,8%, entre aqueles que concluíram uma graduação o índice cai para 3,7%.
Para Jean Carlos, gerente de preparatórios da Refuturiza, a educação continua sendo uma das principais ferramentas para quem busca ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.
“A educação é uma das ferramentas mais poderosas para a reinserção profissional. Para quem está afastado do mercado há algum tempo, o primeiro passo é atualizar conhecimentos e desenvolver competências valorizadas. Já para quem busca o primeiro emprego após sair do ensino médio, cursos profissionalizantes são a chave”, afirma.
Áreas com maior demanda
Além de elevar o nível de qualificação dos profissionais, a formação especializada pode facilitar a entrada em setores que enfrentam escassez de mão de obra. Atualmente, áreas como tecnologia, saúde, logística, gestão comercial, vendas e atendimento ao cliente concentram algumas das maiores oportunidades de contratação.
Para quem busca uma recolocação mais rápida, cursos de curta duração e com foco prático tendem a apresentar bons resultados. Entre as formações com maior potencial de empregabilidade estão:
- Assistente Administrativo;
- Atendimento ao Cliente;
- Vendas e Técnicas Comerciais;
- Logística e Controle de Estoque;
- Informática e Pacote Office;
- Inteligência Artificial Generativa;
- Marketing Digital;
- Auxiliar de Recursos Humanos;
- Empreendedorismo;
- Cuidador de Idosos.
A tendência é que a demanda por profissionais qualificados continue crescendo nos próximos anos. Na área de tecnologia, carreiras ligadas à programação, análise de dados, inteligência artificial e marketing digital seguem em expansão. Já no setor de saúde, profissões relacionadas à enfermagem e ao cuidado de idosos ganham relevância diante do envelhecimento da população brasileira.
“O mercado de trabalho está passando por profundas transformações impulsionadas pela digitalização e pelas mudanças demográficas da população”, resume Jean Carlos.
Competências que fazem diferença
Além do conhecimento técnico, as empresas valorizam cada vez mais habilidades comportamentais. Competências como comunicação, proatividade, organização, trabalho em equipe e capacidade de adaptação têm ganhado peso nos processos seletivos.
Em um cenário de avanços tecnológicos acelerados, características como pensamento crítico e disposição para aprender continuamente também se tornam diferenciais competitivos.
Aprendizado contínuo
A qualificação não deve ser encarada apenas como um caminho para conquistar uma vaga, mas como uma estratégia permanente de desenvolvimento profissional. Com as mudanças constantes no mercado, manter-se atualizado contribui para aumentar a produtividade, ampliar oportunidades de crescimento e fortalecer a trajetória na carreira.
Para quem está há muito tempo sem estudar, o caminho pode começar pela conclusão da educação básica, seguida da realização de cursos profissionalizantes em áreas com alta demanda. O desenvolvimento de habilidades digitais e o fortalecimento de competências socioemocionais também ajudam a aumentar a competitividade profissional.
“Mais do que transmitir conhecimento, a educação prepara indivíduos para lidar com mudanças, inovar e construir uma trajetória profissional mais sólida. O aprendizado contínuo é um dos principais fatores para a empregabilidade no presente e no futuro”, conclui Jean Carlos.
