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Rodrigo Carvalho e Rafael Moyano discutem risco, geração de valor e decisões estratégicas no NM Fundadores SP

Por Lucas Abreu

16/04/2026 17h50

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Na tarde desta quinta-feira (16), o auditório da ISE Business School recebeu a nova edição do NM Fundadores SP: A Origem de um Legado, projeto do Nosso Meio, com apoio da entidade, que propõe um olhar sobre o instante em que empresas deixam de ser ideia e passam a ocupar espaço no mundo, a partir das decisões, riscos e convicções que marcam esse início. Na ocasião, a jornalista Ariane Abdallah conduziu um painel com Rodrigo Carvalho, co-CEO da Positive Company, e Rafael Moyano, head de Family Office da Casa dos Ventos, sobre decisões difíceis, risco, geração de valor e os desafios que acompanham a construção e a perpetuidade dos negócios.

Ariane conduziu a conversa a partir da complexidade das decisões estratégicas em contextos de incerteza. Rodrigo Carvalho trouxe à tona a experiência da joint venture com a 3 Corações, destacando que a decisão foi além do faturamento imediato e representou um movimento estratégico voltado ao crescimento e ao desenvolvimento de novos produtos.

Ao abordar o impacto da operação, Ariane questionou diretamente o que significa abrir mão de parte do controle da empresa. Rodrigo sintetizou a lógica por trás da escolha ao defender uma mentalidade de dividir para multiplicar:

“Hoje, os 50% que a gente tem valem mais do que os 100% que teríamos se não tivéssemos feito a joint venture”, afirmou, ao destacar também a importância de um conselho forte e independente para sustentar o crescimento da empresa.

Na sequência, Rafael Moyano trouxe a perspectiva de quem precisou tomar decisões críticas em um cenário extremo. Ao relembrar a pandemia, destacou a dificuldade de conduzir uma empresa em meio a uma crise sanitária, apontando que a existência de um planejamento consistente ajuda a orientar decisões mesmo em contextos de alta incerteza.

A discussão avançou para o conceito de geração de valor, ampliando o olhar para além dos resultados financeiros. Rafael defendeu que “gerar valor envolve tanto a preservação da riqueza construída ao longo do tempo quanto a responsabilidade de contribuir com a sociedade. É sobre também saber sobre onde alocar o capital, até porque o desenvolvimento do país também depende disso”, ressaltou.

O tema risco ganhou protagonismo na conversa, com abordagens complementares entre os painelistas. Rodrigo destacou que “o risco precisa ser calculado de acordo com o propósito que você enxerga no negócio. Não dá pra tocar um negócio sem assumir riscos, mas é preciso pular fora daquilo que é descontrolado e movimentado apenas por ego e ansiedade”.

Já Rafael trouxe uma visão mais estrutural ao apontar que o principal risco é a perda de capital, algo que pode existir em uma empresa, mas que deve ser mitigado quando se observa um portfólio mais amplo.

A relação entre risco e comportamento apareceu quando Ariane provocou Rodrigo a partir de sua vivência como triatleta. Ele apontou a ansiedade como um fator crítico, destacando que a falta de preparo para assumir riscos pode comprometer decisões e colocar a empresa em situações delicadas.

Ao serem questionados sobre limites inegociáveis, os dois reforçaram a centralidade dos valores. Rafael destacou a importância de manter princípios pessoais inegociáveis, enquanto Rodrigo apontou transparência, qualidade, ética e a essência do negócio como fundamentos que precisam ser preservados.

Encaminhando o encerramento, Ariane propôs uma inversão de papéis entre os convidados. Rafael destacou sua admiração pela capacidade dos empreendedores de assumir riscos, enquanto Rodrigo chamou atenção para o desafio de preservar patrimônio e orientar famílias na construção de um legado duradouro.

O NM Fundadores SP: A Origem de um Legado tem o patrocínio do Banco do Nordeste Governo Federal, Fortes Tecnologia, heloo, NEOOH, Somapay Digital Bank e UOL. Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste, tem Governo do Brasil.