Com a popularização de ferramentas como ChatGPT, Perplexity e Google AI Overviews, empresas passam a disputar espaço não apenas nos buscadores, mas também nas respostas geradas por IA
Durante mais de duas décadas, a principal meta das estratégias de marketing digital foi conquistar as primeiras posições nos resultados de busca do Google. Agora, com o avanço de ferramentas de inteligência artificial capazes de responder diretamente às dúvidas dos usuários, uma nova disputa começa a ganhar espaço: ser citado pelas próprias IAs.
Esse movimento impulsiona o crescimento do Generative Engine Optimization (GEO), estratégia voltada para otimizar conteúdos de modo que eles sejam utilizados como fonte por plataformas como ChatGPT, Perplexity e Google AI Overviews. Em vez de focar exclusivamente no ranqueamento em mecanismos de busca tradicionais, a proposta é aumentar as chances de uma marca aparecer nas respostas geradas por inteligência artificial.
A mudança acompanha uma transformação no comportamento dos usuários. Cada vez mais pessoas recorrem às IAs para pesquisar produtos, esclarecer dúvidas e buscar recomendações, reduzindo a necessidade de navegar por diversos sites até encontrar uma resposta. Nesse cenário, ser mencionado por esses sistemas pode representar um ganho importante de visibilidade e credibilidade.
Um levantamento realizado pela Authority Tech em parceria com a Neuroflash aponta que marcas citadas por ferramentas de IA registram uma taxa de conversão até 3,2 vezes maior do que aquelas que dependem apenas da busca tradicional. O dado reforça o potencial dessas plataformas como novos canais de descoberta e influência sobre decisões de consumo.
O estudo também mostra que cada inteligência artificial adota critérios próprios para selecionar suas referências. O ChatGPT tende a priorizar conteúdos amplamente documentados e reconhecidos, como verbetes da Wikipédia. Já o Perplexity recorre com frequência a discussões em comunidades como o Reddit, enquanto o Google AI Overviews distribui suas citações entre veículos jornalísticos, sites especializados e páginas institucionais.
Na prática, isso significa que uma estratégia de GEO não pode ser aplicada da mesma forma para todas as plataformas. Empresas precisam compreender como cada modelo identifica fontes confiáveis e adaptar sua produção de conteúdo para aumentar a relevância em diferentes ambientes digitais.
A ascensão da inteligência artificial também amplia o papel de iniciativas voltadas à construção de autoridade, como relações públicas, produção de conteúdo especializado e presença em fontes reconhecidas. Se antes a competição era por um espaço na primeira página dos buscadores, agora o desafio passa a ser tornar-se uma referência confiável para os modelos que produzem as respostas consumidas por milhões de usuários diariamente.
