Análise

2026 será o ano da busca por equilíbrio entre humanos e IA nos negócios, apontam executivos da Pipedrive

Por Redação

23/01/2026 09h58

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Previsões mostram como a Inteligência Artificial deve redefinir produtividade, liderança e estratégias de vendas

A Inteligência Artificial deixou de ser promessa para se tornar elemento-chave das transformações no mercado de trabalho, nas vendas e na forma como as empresas fazem negócios. À medida que a tecnologia avança, os líderes precisam repensar produtividade, engajamento e desempenho em um ambiente cada vez mais orientado por dados, mas guiado por pessoas. Em 2026, esse cenário deve evoluir ainda mais.

De olho nesse movimento, executivos da Pipedrive, empresa global de CRM focada em pequenas e médias empresas, compartilham suas principais previsões para 2026. Os insights antecipam mudanças na relação entre humanos e máquinas, na liderança de equipes distribuídas e no uso da IA como aliada estratégica. As projeções apontam para um futuro em que bem-estar, autonomia e impacto ganham mais peso do que horas trabalhadas, enquanto a IA assume o papel de copilota em vendas, treinamento e tomada de decisão. Veja algumas previsões 2026 dos executivos da Pipedrive:

IA vai impactar autonomia, bem-estar e desempenho no mercado de trabalho 

Tanya Channing, Chief Operating Officer (COO) na Pipedrive, acredita que em 2026 os locais de trabalho mais bem-sucedidos serão aqueles que conseguirem equilibrar autonomia com suporte impulsionado pela Inteligência Artificial. A definição de produtividade vai mudar de ‘tempo dedicado’ para ‘impacto gerado’, com bem-estar e desempenho como prioridades estratégicas. 

“Encontrar o equilíbrio entre IA e influência humana será de grande importância para o sucesso das empresas. Dados da Pipedrive mostram que 47% dos usuários atuais de IA não planejam ampliar sua adoção. Porém, equipes que combinam modelos híbridos com uso significativo de IA tiveram recuperação mais forte e ganhos de performance. No fim das contas, os líderes mais bem-sucedidos serão aqueles que entendem que tecnologia e humanidade precisam avançar juntas”, diz Tanya.

Qualidade será o foco do marketing para PMEs

“Em 2026, o marketing para PMEs precisa ter a qualidade como foco central. Seja na compra de mídia, na produção criativa ou em conteúdos de SEO, a qualidade está se tornando o grande diferencial”, afirma Steven Quach, CMO da Pipedrive.

Para líderes e suas equipes, o que continua importando é compreender profundamente seu cliente principal e garantir total clareza no posicionamento da marca e nas mensagens. “Em 2026, os profissionais de marketing vão vencer não por seguir tendências, mas por usar suas ferramentas para ampliar o foco, concentrando-se nos públicos certos com mensagens e posicionamento mais afiados, permitindo que precisão e clareza superem a simples presença”, acredita Steven.

Especificamente, a IA continuará evoluindo de ferramentas isoladas para se tornar parte central da operação das equipes modernas de marketing. Dados da Pipedrive revelaram que três em cada quatro (75%) gestores de marketing já adotaram IA, o que é impressionante, mas as equipes mais bem-sucedidas adotarão um modelo híbrido, no qual a IA absorve tarefas repetitivas, acelera fluxos de trabalho e revela insights, enquanto as pessoas se dedicam ao trabalho estratégico, criativo e emocionalmente sofisticado que realmente move os consumidores”, finaliza o executivo.

IA será copilota em 2026 

“Os próximos 12 meses não serão sobre um jogo de volume trabalhado com IA integrada e quantos agentes de IA você pode incorporar em comparação com os concorrentes, mas sobre a implantação tática e sutil nas operações diárias – implantando tecnologia emergente pelo motivo certo. O ‘porquê’ por trás da automação definirá tudo”, acredita Agur Jõgi, CTO da Pipedrive. “As empresas que usam a IA para liberar as pessoas, e não para substituí-las, para aprofundar a criatividade e a conexão com o cliente, crescerão de forma mais rápida e inteligente”.

“Para equipes de vendas, a IA será uma copilota essencial em 2026. Ela pode enviar follow-ups personalizados automaticamente, pontuar e priorizar leads com base na probabilidade de conversão e atualizar dados no CRM sem ação manual”, acredita o executivo.  As empresas que dominarem o ritmo, equilibrando velocidade com bom senso, vão definir a próxima onda de inovação sustentável.

A liderança em tecnologia deve evoluir para acompanhar essa transição mais sutil da IA. A parceria entre humanos e máquinas será um ponto crítico em 2026, e os melhores CTOs vão cuidar de perto dessa relação, alinhando habilidades humanas e fluxos automatizados para objetivos compartilhados.

IA permitirá que os vendedores eliminem tarefas e tragam insights valiosos

Sean Evers, VP de Vendas & Parcerias da Pipedrive, acredita que em 2026 as equipes de vendas de pequeno porte deixarão de tentar competir com toda a tecnologia disponível das grandes empresas e passarão a adotar uma abordagem mais enxuta e inteligente. “Já estamos observando uma mudança das soluções de CRM e outros pacotes de software excessivamente complexos e com recursos exagerados para soluções que fazem mais com menos configuração e entrada manual de dados”.

Para o executivo, a IA continuará ganhando espaço à medida que evolui, com seu principal valor vindo da eliminação das tarefas administrativas e da capacidade de trazer insights sem que o vendedor precise buscar ou perguntar. Os verdadeiros vencedores serão aqueles que conseguirem se adaptar à forma de vender nesse cenário rico em informação.

“A adoção de IA por pequenas empresas precisa ser analisada com cuidado em 2026. Descobrimos que atendimento ao cliente é uma das áreas em que o uso de IA cresce mais rápido. Esses recursos trazem eficiência e redução de custos, mas o impacto na experiência do cliente ainda é misto. Criar respostas positivas à integração de IA depende de uma estratégia de CX bem definida, e não de uma adoção sem testes”, diz Sean Evers.

Poder dos dados ganhará força em 2026

De acordo com Sean Evers, VP de Vendas & Parcerias da Pipedrive, o mercado poderá ver o potencial surgimento de uma mega ferramenta de Go To Market (GMT), uma plataforma única que consolide várias soluções espalhadas em um ecossistema mais integrado, simples e inteligente. O cenário está maduro para consolidação, e os vencedores serão as equipes ágeis o suficiente para navegar por esse ambiente e se adaptar rapidamente.

“Os dados deixaram de ser apenas ‘bom ter’ e passaram a ser críticos para a missão. Tanto vendedores quanto líderes precisam se tornar fluentes em dados, e não apenas genericamente familiarizados com tecnologia”, explica Evers.