Neste exato momento, em alguma empresa do país, um sistema está prevendo a demanda do próximo mês antes que o time comercial feche a planilha. Um assistente de inteligência artificial está respondendo clientes, resumindo reuniões e organizando processos que até pouco tempo dependiam de horas de trabalho manual. E um gestor está diante de um painel de dados em tempo real, decidindo o próximo passo do negócio. Há poucos anos, essas cenas pareciam distantes. Hoje fazem parte da rotina de boa parte das empresas brasileiras.
A tecnologia sempre transformou a forma de trabalhar, mas raramente nesta velocidade. Uma pesquisa da ABES com a IDC mostra que 95% das organizações brasileiras já utilizam inteligência artificial em suas operações. O mesmo levantamento revela, porém, que a governança de dados ainda é o principal obstáculo para escalar essa tecnologia. As empresas já estão usando a ferramenta, mas ainda aprendem a transformá-la em estratégia, e não apenas em automação.
Essa diferença está cada vez mais visível no mercado. De um lado, organizações que tratam tecnologia como investimento de longo prazo, integram áreas, usam dados para decidir melhor e enxergam a inovação como parte do modelo de negócio. De outro, empresas que acumulam ferramentas sem mudar a forma de pensar, operar e liderar. Os profissionais sentem esse movimento de perto: segundo o Work Trend Index 2026, da Microsoft, quase 80% dos brasileiros temem ficar para trás se não aprenderem rapidamente a usar IA no trabalho, mas apenas 16% dizem ser recompensados por usar a tecnologia para transformar sua forma de trabalhar.
É nesse ponto que a liderança ganha um papel decisivo. Nenhuma plataforma escolhe sozinha onde investir, como integrar processos, que dados importam ou como preparar as pessoas para o que vem pela frente. Liderar hoje exige repertório tecnológico, visão de mercado e capacidade de conduzir equipes em meio a mudanças constantes. A pergunta que se impõe deixou de ser se a tecnologia vai transformar os negócios e passou a ser quem está preparado para conduzir essa transformação.
É para ampliar essa conversa que o Nosso Meio inaugura a Lidera, coluna dedicada à conexão entre tecnologia, gestão de negócios e pessoas. À frente das próximas reflexões estará Jorge Cysne, VP de Mercado da Fortes Tecnologia, empresa que acredita no poder da tecnologia para transformar a gestão, simplificar processos e potencializar resultados, sem perder de vista o que realmente move os negócios: as pessoas. Neste espaço, Jorge compartilhará perspectivas sobre inteligência artificial, transformação digital, inovação, inteligência de dados, tendências de mercado e os desafios de liderar empresas e equipes em um cenário de constantes mudanças.
