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AlmapBBDO, Eletromidia e Omnicom Media reforçam protagonismo feminino em cadeiras estratégicas de gestão e mídia

Por Redação

26/03/2026 14h49

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Executivas de agências, empresas de tecnologia e mídia analisam como a diversidade no C-Level e em áreas técnicas tem impactado a competitividade e a cultura da indústria neste março de 2026

O avanço de mulheres em posições estratégicas vem ganhando força na indústria da comunicação. Em áreas historicamente dominadas por homens, como mídia, dados, tecnologia e operações, executivas têm assumido papéis centrais na definição de estratégia, gestão e inovação em grandes agências, empresas de tecnologia e plataformas de mídia.

A mudança ocorre em um momento de transformação acelerada da indústria, impulsionada por digitalização, uso intensivo de dados e novas demandas de diversidade nas estruturas corporativas. Nesse cenário, ampliar a presença feminina em posições de decisão passou a ser visto não apenas como uma pauta de equidade, mas como um fator estratégico para competitividade e inovação.

Com experiências diversas e visões integradas, lideranças femininas têm contribuído para estruturas mais colaborativas e decisões orientadas por múltiplas perspectivas. Para Rafaela Alves, COO da AlmapBBDO, esse crescimento reforça a capacidade das organizações de responder às demandas de um mercado complexo. Ela destaca que mulheres em posições estratégicas introduzem maneiras mais colaborativas de pensar processos e cultura. “Em um momento em que o setor precisa equilibrar criatividade, eficiência e propósito, é fundamental que diferentes perspectivas estejam no centro da tomada de decisão. Essa pluralidade enriquece a forma como nos relacionamos com o mercado e inspira novos talentos”, afirma Rafaela.

Essa integração entre criatividade, dados e estratégia aparece com frequência nas discussões sobre liderança feminina no setor. Para Ana Luísa Périssé (Nana), managing director da DRUM, agência da Omnicom Media, o avanço das mulheres reflete também uma mudança na forma como a indústria pensa estratégia e criatividade. “A presença de mulheres em posições de liderança amplia o repertório das decisões. Em um mercado cada vez mais complexo, liderar passa por conectar criatividade, dados e estratégia de negócio, e isso exige diferentes perspectivas na mesa. Não estamos apenas promovendo equidade, estamos fortalecendo a capacidade das empresas de inovar”, pontua.

No setor de mídia out-of-home, o protagonismo feminino também representa uma mudança estrutural na construção de negócios. Laura Bueno Lindenberg, Chief People Officer da Eletromidia, defende que lideranças diversas contribuem para decisões mais completas e uma gestão mais próxima das pessoas. Para ela, consolidar esse movimento exige transformar diversidade em prática cotidiana, com políticas consistentes de desenvolvimento e oportunidades equitativas ao longo da carreira.

A evolução técnica do mercado, hoje orientado por dados e tecnologia, também é acompanhada por essa tendência. Ausra Sliesoraitis, VP de Mídia da Jotacom, observa que mulheres em posições estratégicas trazem uma escuta mais diversa para dentro do planejamento. “Lideranças plurais tendem a equilibrar visão analítica com sensibilidade cultural, e essa combinação é cada vez mais determinante para gerar resultados consistentes em um cenário de alta complexidade”, destaca.

Para Karina Giatti, head de Marketing da Intelipost, o crescimento de mulheres em posições estratégicas mostra que o mercado está reconhecendo competências que vão além de funções tradicionais, especialmente em áreas que hoje conectam marketing, tecnologia e dados. Ela acredita que, quando se amplia a presença feminina em espaços de marketing, tecnologia e dados, abrem-se caminhos para novas formas de pensar inovação e construção de valor para as marcas.

Na área de criação, a ascensão feminina em cargos de alta gestão reflete a maturidade de um mercado que valoriza a combinação entre repertório técnico e sensibilidade social. Geisa Lopes, diretora de Criação da Calia, com 26 anos de experiência, acredita que a liderança feminina traz uma camada essencial de empatia e eficácia para a comunicação. “Ocupar espaços de decisão na criação nos permite imprimir um olhar mais humano e representativo em campanhas de grande impacto nacional para marcas e instituições de relevância, como Secom e Ministério da Saúde, garantindo que a comunicação dialogue verdadeiramente com a pluralidade da população brasileira”, conclui Geisa.

O movimento ainda está em evolução, mas já começa a redesenhar as estruturas de decisão da indústria da comunicação. Ao ampliar a presença feminina em áreas estratégicas, o setor não apenas celebra marcos simbólicos deste mês de março, mas fortalece sua capacidade técnica de inovar e se manter relevante em um ambiente em constante transformação.