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Apple reduz produção do Vision Pro após vendas fracas e corta quase todo o marketing do produto

Por Redação

05/01/2026 16h09

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Headset de realidade mista, lançado como aposta para a “computação espacial”, teve desempenho abaixo do esperado e passou por recuo estratégico da empresa

A Apple reduziu a produção do Vision Pro e praticamente zerou os investimentos em marketing do headset de realidade mista após vendas abaixo do esperado. Lançado em 2024 como um dos principais projetos da empresa para inaugurar a chamada “computação espacial”, o dispositivo não alcançou a adesão prevista e teve sua estratégia comercial revista ao longo do último ano, segundo dados de mercado e estimativas de analistas do setor.

De acordo com a International Data Corporation (IDC), a Apple deve ter vendido cerca de 45 mil unidades do Vision Pro no último trimestre de 2025. O número contrasta com o desempenho histórico da empresa, que comercializa milhões de iPhones, iPads e computadores a cada trimestre, e reforça a avaliação de que o equipamento permaneceu restrito a um público de nicho.

O Vision Pro permite que usuários interajam com aplicativos por meio de movimentos dos olhos e gestos, integrando elementos digitais ao ambiente físico. No entanto, o preço elevado é apontado como um dos principais entraves à popularização do produto. O headset é vendido a partir de US$ 3.499 e importado para o brasil custa cerca de R$ 30 mil a R$ 40 mil. Críticas ao peso, ao conforto e à experiência de uso também limitaram seu sucesso.

Outro fator que pesou no desempenho do dispositivo foi o ecossistema reduzido de aplicativos. Apesar de a Apple afirmar que o Vision Pro conta com cerca de 3 mil apps disponíveis, o número é considerado pequeno quando comparado à rápida expansão observada após o lançamento do iPhone, em 2007.

O movimento da Apple acontece em meio a uma mudança mais ampla de estratégia no setor de tecnologia. No mês passado, a Meta confirmou que está “redirecionando parte de seus investimentos do metaverso para óculos com inteligência artificial e outros dispositivos vestíveis”, indicando uma desaceleração nos projetos voltados exclusivamente à realidade virtual.

A aposta em óculos com inteligência artificial reflete uma tendência de mercado voltada a dispositivos mais leves, integrados ao cotidiano e com funcionalidades práticas, como assistentes inteligentes, tradução em tempo real e recursos de captura de imagem e vídeo. Diferentemente dos headsets de realidade virtual, esses produtos buscam reduzir a sensação de isolamento e ampliar o uso contínuo ao longo do dia, o que tem atraído o interesse das grandes empresas de tecnologia.