O paradoxo do marketing

Por Redação

18/06/2026 15h39

Compartilhe
  • Whatsapp
  • Facebook
  • Linkedin

Estava estes dias conversando com uma amiga, também consultora de marketing, sobre como as pessoas complicam o marketing, ou se empavonam com ele, justificando sua autoridade com esquemas, jargões, neologismos ou reduções da moda.

Mas o marketing em essência é simples, basta resgatar as leituras iniciais de autores como Kotler, Jack Trout e Al Ries e os pilares fundamentais estão lá, só que em uma linguagem mais direta e profunda. Marketing, portanto, é atender às necessidades dos clientes, produzir e entregar valor, através de um processo de troca. Enunciado simples, mas profundo, pois envolve reflexões e conhecimentos sobre os clientes, sua psicologia, comportamento individual e coletivo, processo de decisão, emoções e forças de influência; mas também fala sobre valor, percepção e criação e fala sobre troca, ou seja, processos comerciais e econômicos.

Marketing, portanto, é simples, mas profundo. A essência não mudou, mas o marketing evoluiu e se ampliou. Novas descobertas sobre o funcionamento da mente, teorias da economia comportamental e da neurociência, trouxeram um novo olhar sobre o cliente.

Outra mudança essencial foi a evolução fabril. Produzimos mais e com menos custo. Isto abriu espaços para melhoria de qualidade, inovação, variedade, mix de produtos e redução de preços, mais acesso para as pessoas. E claro, a brutal evolução da tecnologia, em todos os sentidos, não só no processo produtivo, mas na comunicação, canais de distribuição, acesso a informação, interatividade e geração de dados.

O problema desta evolução é que muita gente está se encantando pelo meio e esquecendo o fim, olhos brilhando com as luzes, com os processos, com a IA, com os painéis, com os números, somente, mas perdendo a visão do todo, da essência e finalidade primordial, a satisfação das necessidades do cliente.

É preciso ter um olhar para a floresta e um olhar para as árvores. E aí, só tecnologia e processos não bastam, é fundamental o profissional de marketing ter repertório e bagagem. Ter sensibilidade e sentir o mercado e o cliente.

Bosco Couto
Consultor de Marketing, branding e estratégia e sócio fundador da BEING Marketing
Bosco Couto é consultor de Marketing, branding e estratégia e sócio fundador da BEING Marketing. Formado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará, possui 25 anos de experiência no mercado, já tendo prestado serviços de consultoria e realizado projetos de marketing para mais de 80 organizações, entidades e empresas em segmentos diversos. Além das consultorias e assessorias que realiza, também ministra palestras e treinamentos sobre marketing, branding, vendas e estratégia.