18ª Edição

Entrevista | IA com propósito: o caminho para um marketing mais estratégico e relevante

Por Redação

24/03/2026 13h25

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Em uma era tecnicista, a tecnologia só gera valor real quando amplia a capacidade humana de compreender contextos, tomar decisões e construir relações. Creator, Soma e LeKPIs foram criadas com esse propósito.

Em tempos de automação, o diferencial não está apenas em fazer mais rápido. Está em fazer com intenção. Dados, algoritmos e plataformas já fazem parte da rotina de empresas e marcas. Mas, no marketing, eficiência sem direção pode gerar volume sem relevância. É por isso que a autenticidade volta ao centro: ela é o que transforma tecnologia em valor percebido.

A LeFil atua justamente nesse cruzamento entre estratégia, tecnologia e cultura. Com base em mais de 18 anos de atuação no mercado, a empresa desenvolveu três plataformas de inteligência artificial voltadas para desafios reais das equipes de marketing: criação de conteúdo com consistência, execução de planejamento e leitura estratégica de indicadores.

A seguir, Socorro Macedo, fundadora da LeFil, comenta como autenticidade e tecnologia podem caminhar juntas no marketing contemporâneo.

NOSSO MEIO | Existe conflito entre inteligência humana e tecnologia?

Socorro Macedo: Não, quando a tecnologia é pensada como extensão da inteligência humana. A IA organiza dados, amplia repertórios e acelera análises. Com isso, abre espaço para o que é essencialmente humano: visão estratégica, sensibilidade cultural, contexto e capacidade de escolha.

NOSSO MEIO | O que muda no marketing da era figital?

Socorro Macedo: A complexidade aumenta. O consumidor transita entre físico, digital e social com naturalidade, enquanto muitas empresas ainda tentam integrar suas rotinas e decisões. Nesse cenário, o marketing deixa de ser apenas comunicação e passa a estruturar ecossistemas, conectando estratégia, operação e aprendizagem contínua.

NOSSO MEIO | Onde a IA agrega valor nesse contexto?

Socorro Macedo: Na clareza. Hoje, o desafio não é falta de dados, mas excesso de informação dispersa. A IA ajuda a consolidar sinais, identificar padrões e apoiar decisões com mais consciência. Isso fortalece tanto o planejamento quanto a execução.

NOSSO MEIO | Como nasceram Creator, Soma e LeKPIs?

Socorro Macedo: Nasceram da prática da LeFil. Ao longo dos anos, observamos times sobrecarregados, lideranças cercadas de relatórios e um gargalo recorrente entre indicadores e decisões. As plataformas foram desenvolvidas para transformar complexidade em clareza e estruturar o marketing como sistema.

NOSSO MEIO | Qual é o papel do Creator nessa visão?

Socorro Macedo: O Creator transforma estratégia em conteúdo com consistência. É uma IA que combina diferentes inteligências para apoiar equipes na produção de conteúdo para redes sociais, newsletter, blog e outros formatos, sempre conectando criatividade a objetivos de negócio e ao contexto da audiência.

NOSSO MEIO | E o Soma?

Socorro Macedo: O Soma transforma planejamento em execução acompanhada. Ele ajuda gestores e agências a tirarem o plano da gaveta e acompanharem, ao longo do ano, prazos, responsáveis, entregas e próximas ações. O resultado é mais clareza, transparência e ritmo de execução.

NOSSO MEIO | E o LeKPIs? Por que ele é tão importante hoje?

Socorro Macedo: Porque indicadores moldam a cultura. Quando os KPIs são mal definidos, o time trabalha muito e aprende pouco. O LeKPIs ajuda a estruturar e traduzir indicadores em narrativas estratégicas compreensíveis para times e lideranças, fortalecendo alinhamento interno e tomada de decisão.

NOSSO MEIO | Existe risco de a IA tornar o marketing impessoal?

Socorro Macedo: Existe, se a tecnologia assumir um papel que é humano. A IA deve apoiar análise, organização e escala. Mas direção, ética, sensibilidade e repertório continuam sendo responsabilidades humanas. Quando bem aplicada, a IA não desumaniza: ela aumenta a relevância.

NOSSO MEIO | Se você resumisse o momento atual do marketing em uma ideia central, qual seria?

Socorro Macedo: Vivemos uma fase em que eficiência e significado precisam caminhar juntos. A tecnologia amplia a capacidade de execução; a inteligência humana dá direção. Prosperam as marcas que usam IA para aprofundar relações — não apenas para automatizar processos.