O fim da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, em março de 2026 abre uma corrida bilionária no mercado farmacêutico, com empresas disputando o desenvolvimento de versões genéricas e similares das chamadas “canetas emagrecedoras”.
A quebra da exclusividade permite que novos laboratórios entrem no segmento, considerado um dos mais promissores da indústria. No Brasil, o mercado pode atingir cerca de R$ 15,6 bilhões já em 2026, impulsionado pela alta demanda por tratamentos para obesidade e diabetes.
Com a entrada de concorrentes, a expectativa é de queda relevante nos preços, estimada em pelo menos 30%, ampliando o acesso aos medicamentos. Ao mesmo tempo, farmacêuticas nacionais e internacionais já se movimentam para lançar produtos, enquanto a Anvisa acelera a análise de registros.
O movimento marca um ponto de inflexão no setor, em que além de aumentar a competição, consolida os medicamentos à base de GLP-1 como um dos principais vetores de crescimento da indústria farmacêutica nos próximos anos.
Karla Felmanas, Vice-presidente da Cimed, no Nosso Meio Cast
