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Globo.com e UOL estão entre os maiores portais de notícias do mundo

Por Redação

08/07/2026 11h23

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O Brasil conquistou um espaço de destaque no cenário global do jornalismo digital. Segundo o ranking mais recente dos 50 sites de notícias mais acessados do mundo, elaborado com base em dados da Similarweb, o globo.com ocupa a terceira posição, com 758,6 milhões de visitas mensais, enquanto o UOL aparece em 12º lugar, com 227,3 milhões de acessos. Juntos, são os únicos representantes brasileiros na lista.

À frente da Globo aparecem apenas a BBC, líder do ranking com 894,7 milhões de visitas, e o Yahoo Japão, que soma 815,3 milhões. O portal brasileiro supera veículos tradicionais da imprensa internacional, como The New York Times, CNN, The Guardian, Wall Street Journal e Fox News, consolidando sua posição entre os maiores players de notícias do planeta.

O UOL também mantém uma presença expressiva no cenário internacional. Com mais de 227 milhões de visitas mensais, o portal figura entre os 15 maiores sites de notícias do mundo e reforça a relevância do mercado brasileiro de informação digital, ao lado da Globo.

Apesar do desempenho dos portais brasileiros, o levantamento revela um momento desafiador para a indústria de notícias. Dos 50 maiores sites do mundo, 37 registraram queda de audiência em relação ao ano anterior, com retração média de aproximadamente 10%.

Entre os brasileiros, a Globo apresentou redução de 4,6% no tráfego anual, percentual semelhante ao do The New York Times, que caiu 5,1%. Já o UOL registrou retração de 21,7%, enquanto a CNN perdeu 23% de sua audiência e a Fox News recuou 9,7%.

A principal explicação para esse movimento está na mudança do comportamento dos usuários diante da popularização da inteligência artificial generativa. Em vez de acessar diretamente os portais por mecanismos de busca ou redes sociais, cada vez mais pessoas consomem resumos produzidos por ferramentas como o Gemini e o ChatGPT, reduzindo o volume de visitas direcionadas aos sites jornalísticos.

O impacto vai além da audiência. Com menos acessos, os veículos também reduzem a exposição de anúncios, afetando uma das principais fontes de receita do jornalismo digital e acelerando a busca por novos modelos de monetização.