Conteúdos sobre fadiga digital cresceram 70% em um ano, atingindo 1,5 bilhões de visualizações e 84 milhões de engajamentos, segundo dados da Winnin
O Instagram lançou a ferramenta Instants e ela já está dando o que falar nas redes. Voltada ao compartilhamento de fotos instantâneas, sem edição por parte do usuário ou criador de conteúdo, ela é bem semelhante ao aplicativo BeReal e permite que as imagens fiquem disponíveis ali por apenas 24h. A ideia é deixar de lado o compartilhamento da vida perfeita, da performance e do consumo, expondo uma rotina um pouco mais genuína. Contudo, ainda assim, ela expõe um paradoxo cujo objetivo é aumentar ainda mais o tempo de tela do usuário.
De acordo com a Winnin, plataforma cultural movida por IA, o lançamento da ferramenta é um espelho do comportamento de um público que quer experimentar uma fase mais casual e leve com as redes sociais. Segundo dados proprietários da Winnin, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, os conteúdos sobre fadiga digital cresceram 70%, atingindo 1,5 bilhões de visualizações e 84 milhões de engajamentos, trazendo a necessidade de mais espaço para o que é real.
Essa tendência tem uma conexão ainda mais forte com mulheres de até 35 anos, que se interessam por temas relacionados à subjetividade do ser humano, como relacionamentos, artes e literatura. Já os homens, principalmente aqueles com mais de 25 anos, se aproximam do assunto com base no entretenimento, por exemplo.
Para combater o hábito vicioso de rolar a tela sem parar, as mulheres costumam apostar em hobbies manuais e na higiene do sono, enquanto homens mais velhos, que tenham entre 25 e mais de 45 anos, recorrem a soluções analógicas, como mídias físicas. “O Brasil ocupa o primeiro lugar em engajamento para conteúdos sobre fadiga digital, com 51% do share. Em seguida vem a Índia, com 21,7%, mas esse é um movimento crescente e global. As marcas que explorarem essa tendência vão criar maior relevância cultural, obviamente, seja promovendo momentos offline ou recorrendo a memórias nostálgicas”, analisa Gian Martinez, CEO da Winnin.
