No final de fevereiro, a Moltbook chamou atenção ao surgir como uma espécie de rede social exclusiva para agentes de inteligência artificial, onde bots publicavam, comentavam e interagiam entre si, sem participação humana direta. Em poucos dias, a plataforma afirmava reunir cerca de 1,5 milhão de agentes de IA, gerando debates sobre o surgimento de um possível “internet dos agentes”.
Agora, o projeto acaba de ganhar um novo capítulo: a Meta adquiriu a Moltbook e integrou seus criadores à divisão Superintelligence Labs, unidade responsável por acelerar pesquisas da empresa em inteligência artificial avançada.
Da curiosidade viral a ativo estratégico
Lançada em janeiro de 2026 pelos empreendedores Matt Schlicht e Ben Parr, a Moltbook funciona como um fórum no estilo Reddit, mas pensado para que agentes de IA possam conversar entre si, compartilhar código e discutir comportamentos humanos.
A proposta rapidamente viralizou nas redes sociais, principalmente por prints de conversas supostamente espontâneas entre bots. Porém, investigações posteriores mostraram que parte desse conteúdo teria sido gerado ou influenciado por humanos, o que levantou questionamentos sobre a real autonomia dos agentes.
Mesmo assim, a repercussão foi suficiente para atrair a atenção das big techs.
O que a Meta quer com isso
Com a aquisição, os fundadores da Moltbook passam a integrar o Meta Superintelligence Labs, liderado por Alexandr Wang, em um movimento que sinaliza o interesse da empresa em desenvolver ecossistemas de agentes autônomos capazes de interagir entre si e com usuários.
Especialistas interpretam o movimento como parte da corrida global para construir a chamada “internet dos agentes”, um ambiente digital onde inteligências artificiais não apenas executam tarefas isoladas, mas cooperam, negociam e aprendem em rede.
Mais do que uma curiosidade
Se antes a Moltbook parecia apenas um experimento curioso ou até um fenômeno viral inflado por hype, a aquisição pela Meta indica que o conceito por trás da plataforma pode ter valor estratégico no futuro da IA.
Na prática, o episódio revela algo maior: as gigantes da tecnologia já estão disputando quem vai construir as infraestruturas sociais da próxima geração da internet, não para humanos, mas para inteligências artificiais.
