Com a expansão dos serviços de entrega por aplicativo e a crescente disputa pelo mercado brasileiro de delivery, a 99Food apostou no Nordeste como uma das regiões estratégicas para sua nova fase de crescimento. Diretor Sênior de Comunicação da 99, Bruno Rossini destaca os fatores que motivaram a chegada da plataforma à região, as adaptações realizadas para atender às particularidades do mercado nordestino e as expectativas da empresa para ampliar sua presença junto a consumidores, restaurantes e entregadores.
NOSSO MEIO: O que levou a 99Food a enxergar o Nordeste como um mercado estratégico para sua expansão?
Bruno Rossini: A decisão faz parte da estratégia de crescimento da 99Food, que chega ao mercado para reequilibrar o ecossistema de delivery no Brasil. O objetivo da companhia é tornar a comida mais acessível para os consumidores, devolvendo dignidade aos entregadores e criando melhores oportunidades de ganho para os restaurantes parceiros. Como uma empresa de tecnologia com mais de 14 anos de atuação e DNA genuinamente brasileiro, a 99 conhece profundamente as diferentes realidades do país. O Nordeste reúne uma combinação de forte cultura gastronômica, grande potencial econômico e uma relação muito próxima das pessoas com a comida, o que torna a região estratégica para a expansão da plataforma.
NOSSO MEIO: Quais indicadores demonstram que investir em estratégias específicas para a região gera retorno para o negócio?
Bruno Rossini: Os resultados das primeiras operações reforçam que compreender as características locais faz diferença. A rápida adesão de consumidores, restaurantes e entregadores, tanto em Fortaleza quanto Maceió, demonstra que existe espaço para um modelo que busca reequilibrar o mercado de delivery. A experiência da 99 em mais de 3.300 cidades brasileiras também contribui para esse processo, permitindo que a empresa adapte sua estratégia às necessidades de cada região e construa uma operação conectada à realidade local.
NOSSO MEIO: Quais foram as principais adaptações necessárias para adequar a operação da 99Food à realidade e às particularidades do Nordeste?
Bruno Rossini: A principal adaptação foi entender que o Nordeste não pode ser tratado como um bloco único. Cada capital tem uma dinâmica própria de consumo, mobilidade, gastronomia e relacionamento com marcas. Por isso, a operação precisou considerar hábitos locais, horários de maior demanda, perfil dos restaurantes, deslocamentos urbanos, força dos bairros, relevância da comida regional e a necessidade de construir confiança com entregadores, consumidores e empreendedores locais.
NOSSO MEIO: Na sua avaliação, qual é a importância de compreender as características culturais e econômicas da região para alcançar resultados consistentes?
Bruno Rossini: O Nordeste tem uma relação muito forte com comida, convivência, preço, proximidade e identidade local. Compreender isso permite que a 99Food não chegue apenas como mais um aplicativo, mas como uma plataforma que se integra ao cotidiano das cidades. Quando a estratégia combina tecnologia, benefício econômico e leitura cultural, o resultado deixa de ser apenas expansão geográfica e passa a ser construção de presença real. Importante destacar que a 99Food abre espaço para estabelecimentos e consumidores que atualmente não participam do mercado de delivery de comida devido aos preços e taxas altas praticados pela concorrência. Com o delivery, um restaurante pode atender consumidores que dificilmente iriam até o estabelecimento por questões de distância, trânsito ou conveniência. Hoje na 99Food o consumidor tem acesso a vários tipos de gastronomia, preço justo e entrega grátis.
NOSSO MEIO: Quais erros ainda são mais comuns entre empresas que tentam crescer na região sem considerar suas especificidades?
Bruno Rossini: O erro mais comum é aplicar uma estratégia nacional padronizada, sem adaptar linguagem, oferta, operação e relacionamento. Muitas empresas subestimam a diversidade entre capitais nordestinas, ignoram o peso da economia local, tratam o consumidor apenas pelo preço e esquecem que confiança e proximidade são decisivas na região. Crescer no Nordeste exige escuta, presença e consistência. Esse crescimento passa pelo fato do delivery deixou de ser um comportamento pontual e se tornou parte da rotina dos consumidores em todo país. O mercado brasileiro deve continuar crescendo nos próximos anos. O delivery aumenta a concorrência, gerando mais promoções, inovação tecnológica e alternativas para consumidores e restaurantes. Hoje a receita de muitos restaurantes tradicionais ou pequenos depende do delivery.
NOSSO MEIO: O comportamento dos consumidores nordestinos trouxe aprendizados que influenciaram estratégias da 99Food em outras partes do país?
Bruno Rossini: A experiência no Nordeste reforça aprendizados importantes para qualquer mercado: o consumidor valoriza preço, mas também conveniência, variedade, rapidez e conexão com sua realidade. A força dos restaurantes locais, a sensibilidade a benefícios concretos e a importância da confiança no serviço são elementos que podem orientar a atuação da 99Food em outras regiões do Brasil.
NOSSO MEIO: Que lições a experiência da 99Food no Nordeste pode oferecer a outras marcas que desejam ampliar sua presença na região?
Bruno Rossini: A principal lição é que expansão não se faz apenas com investimento; se faz com leitura de território. Marcas que querem crescer no Nordeste precisam entender a cultura local, respeitar as diferenças entre cidades, construir relacionamento com parceiros regionais e oferecer uma proposta de valor clara. No caso da 99Food, a estratégia combina preço competitivo, oportunidade para restaurantes, geração de renda para entregadores e uso da tecnologia para melhorar a experiência de todos os lados da cadeia. Através dos dados, conseguimos fazer o “match” ideal entre o pedido e o entregador, expertise de mobilidade que permite rotas otimizadas, capazes de traçar os melhores trajetos para entrega de pedidos mais rápido; com isso uma maior acurácia na estimativa do tempo.
