Negócios | Construir conexões, evoluir com propósito

Por Redação

05/01/2026 12h27

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Manter-se relevante em um mercado ágil exige reputação, credibilidade e conexão com o público. À frente do marketing e da comunicação do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima fala sobre liderança, transformação de marca, inovação e os desafios de equilibrar tradição e modernidade. 

Ao longo de sua trajetória na instituição, Ruth Helena liderou projetos estruturantes de modernização da comunicação, fortalecimento da marca e posicionamento mercadológico do Banco, consolidando iniciativas voltadas à transformação digital, relacionamento com públicos estratégicos e valorização da presença institucional da Amazônia no cenário nacional.

NOSSO MEIO | Você construiu uma trajetória sólida nas áreas de marketing e comunicação. Quais experiências foram mais decisivas para formar a liderança que exerce hoje no Banco da Amazônia?

Ruth Helena Lima: Acredito que minha trajetória foi construída a partir de experiências muito complementares entre gestão, estratégia, relacionamento institucional e comunicação. Atuar em diferentes frentes do marketing me ensinou que comunicação não é apenas visibilidade — é posicionamento, reputação e capacidade de gerar conexão real com as pessoas.

Outro ponto importante foi compreender que liderar equipes exige escuta, clareza de propósito e capacidade de adaptação. O mercado muda rapidamente, mas os princípios de gestão, coerência e compromisso com resultados continuam sendo fundamentais.

NOSSO MEIO | Ao longo da sua trajetória, quais características de liderança você percebeu que realmente fazem diferença para mobilizar equipes, proteger a reputação da marca e manter a comunicação alinhada ao propósito institucional?

Ruth Helena Lima: Acredito muito em liderança baseada em coerência, confiança e direcionamento estratégico. Equipes precisam entender claramente o propósito do trabalho que realizam. Quando existe alinhamento entre discurso, prática e objetivo institucional, as entregas ganham mais consistência e autenticidade.

Também considero essencial ter capacidade de ouvir diferentes perspectivas, especialmente em ambientes complexos como o da comunicação institucional. Proteger reputação hoje exige agilidade, responsabilidade e uma visão muito integrada entre marca, sociedade e negócio.

NOSSO MEIO | O Banco da Amazônia passou por um importante processo de rebranding em 2025. O que motivou essa transformação e quais mensagens a nova marca busca transmitir para o mercado?

Ruth Helena Lima: O rebranding nasceu da necessidade de traduzir, de forma mais contemporânea, a relevância histórica e estratégica do Banco da Amazônia para a região. Não foi uma mudança apenas visual. Foi um movimento de reposicionamento e de pertencimento.

O Banco evoluiu, a Amazônia evoluiu e a forma de comunicação também precisava evoluir. A nova marca busca transmitir proximidade, pertencimento, modernidade e conexão com o desenvolvimento sustentável da região. Queremos reforçar que o Banco da Amazônia não é apenas uma instituição financeira presente na Amazônia. Ele faz parte da própria dinâmica econômica, social e cultural da região.

NOSSO MEIO | Dentro de um cenário de mudanças aceleradas no consumo de informação e no comportamento das novas gerações, como o Banco da Amazônia tem trabalhado para ampliar a conexão emocional com diferentes públicos?

Ruth Helena Lima: Hoje as pessoas esperam mais do que comunicação de produtos. Elas querem identificação, propósito e experiências mais próximas da realidade delas. Por isso, temos trabalhado uma comunicação mais humana, regionalizada e conectada aos diferentes perfis de público. Isso passa por transformação digital, fortalecimento da presença em canais digitais, produção de conteúdo mais relevante e também pela valorização das histórias, iniciativas e impactos que o Banco gera na Amazônia. A conexão emocional nasce quando as pessoas percebem verdade, coerência e impacto concreto.

NOSSO MEIO | Qual o principal desafio para equilibrar tradição e inovação nesse processo de fortalecimento da reputação da marca?

Ruth Helena Lima: O principal desafio é inovar sem perder essência. O Banco da Amazônia possui uma história muito forte e um papel estratégico consolidado na região. Isso precisa ser preservado. Ao mesmo tempo, a sociedade mudou, o comportamento do consumidor mudou e a comunicação precisa acompanhar esse movimento. O equilíbrio está justamente em modernizar linguagem, experiência e relacionamento sem abrir mão da credibilidade, da confiança e do compromisso institucional construídos ao longo de décadas.

NOSSO MEIO | Na sua visão, quais pilares sustentam a construção de marcas fortes e duradouras, especialmente no setor financeiro?

Ruth Helena Lima: Credibilidade, coerência, relevância e capacidade de adaptação. No setor financeiro, confiança continua sendo um ativo central. Mas hoje isso não é suficiente sozinho. As marcas precisam demonstrar impacto, proximidade e propósito. Precisam entregar experiência, escutar os públicos e manter consistência entre aquilo que comunicam e aquilo que efetivamente praticam. Marcas fortes são construídas diariamente, em cada ponto de contato com a sociedade.

NOSSO MEIO | Muitas vezes as lideranças precisam gerar resultados a curto prazo, mas sem deixar de lado a construção de conexões duradouras que podem fortalecer a longevidade das marcas e das instituições. Como você lida com isso dentro da sua gestão?

Ruth Helena Lima: Esse talvez seja um dos maiores desafios da comunicação contemporânea. Existe uma pressão natural por performance e resultados imediatos, principalmente em ambientes cada vez mais orientados por dados. Mas eu acredito que marcas sólidas não são construídas apenas por campanhas pontuais. Elas são construídas por consistência de posicionamento ao longo do tempo.

Dentro da gestão, buscamos equilibrar estratégias de conversão e performance com ações que fortaleçam reputação, pertencimento e relacionamento institucional. Resultado de curto prazo é importante, mas reputação é um ativo estratégico de longo prazo.

NOSSO MEIO | Quando você olha para o futuro e para o papel do Banco nesse cenário, quais movimentos acredita que serão decisivos para consolidar ainda mais a relevância da instituição nos próximos anos?

Ruth Helena Lima: Acredito que os movimentos mais decisivos estarão relacionados à capacidade de integração entre transformação digital, experiência do cliente, sustentabilidade e desenvolvimento regional. O Banco da Amazônia possui um diferencial muito relevante: ele conhece profundamente a realidade da Amazônia. Isso gera legitimidade.

Nos próximos anos, será fundamental ampliar ainda mais a capacidade de inovação, fortalecer conexões com novas gerações, investir em inteligência de dados e continuar posicionando o Banco como protagonista no financiamento de soluções que gerem impacto econômico, social e ambiental para a região.